{"id":6386,"date":"2011-07-17T15:04:32","date_gmt":"2011-07-17T18:04:32","guid":{"rendered":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/?p=6386"},"modified":"2020-07-10T00:46:59","modified_gmt":"2020-07-10T03:46:59","slug":"conversa-sobre-o-tempo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/?p=6386","title":{"rendered":"Conversa sobre o tempo"},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, amigas (os)&#8230;<\/p>\n<p>J\u00e1 faz algum tempo que tenho sentido muita vontade de escrever aqui no blog, e hoje parece que vai&#8230; vamos l\u00e1!<\/p>\n<p>Tenho pensado muito sobre o tempo ultimamente. Nos \u00faltimos dois meses eu fiz tanta, mas tanta coisa, que parece at\u00e9 que esses meses duraram uma eternidade. Cada minuto que eu tinha para fazer meu trabalho era aproveitado ao m\u00e1ximo, e mesmo assim parecia que sempre ficava faltando muito mais. O tempo corria, eu contava os dias, a agonia tomava conta de mim. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/Mandala-tempo.jpg\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/Mandala-tempo.jpg\" alt=\"\" title=\"Mandala tempo\" width=\"460\" height=\"690\" class=\"alignnone size-full wp-image-6396\" srcset=\"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/Mandala-tempo.jpg 460w, http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/Mandala-tempo-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Uma das mandalas que fiz durante esse tempo&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sei como \u00e9 para voc\u00eas, mas eu tenho dificuldades com o tempo. Na verdade minha dificuldade est\u00e1 em dimensionar o tempo que preciso para fazer cada coisa (isso eu n\u00e3o percebi sozinha n\u00e3o, meu marido foi quem me apontou o problema) &#8211; eu sempre acho que vou conseguir fazer as coisas em menos tempo e, consequentemente, sempre me frustro, porque fatalmente fica faltando tempo para terminar tudo. Querem um exemplo? <\/p>\n<p>Pois bem, nesses dois meses eu gravei dois DVDs, montei duas exposi\u00e7\u00f5es e fiz duas mat\u00e9rias importantes para revistas, al\u00e9m das coisas normais do meu dia a dia, como cuidar da minha loja virtual (separar e enviar pedidos); administrar a parte burocr\u00e1tica do meu trabalho (pagar contas, organizar pap\u00e9is, fazer compras, arrumar o ateli\u00ea); escrever aqui no blog. E some a isso as coisas pessoais como cuidar da casa, fazer meu esporte di\u00e1rio, minhas aulas de yoga, ficar com a fam\u00edlia e amigos (bem, essas foram meio prejudicadas, na verdade). \u00c9 muita coisa. Mesmo assim eu deixei muitas outras de lado, acreditem. E isso d\u00e1 uma agonia imensa. Vejo as pessoas ao meu redor e as imagino organizadas, com total controle sobre suas coisas e seu tempo, super produtivas. E me sinto meio incompetente.<\/p>\n<p>Resolvi prestar mais aten\u00e7\u00e3o nisso e at\u00e9 fazer umas contas, a\u00ed observei que a produ\u00e7\u00e3o foi intensa: nesses dois meses fiz 103 trabalhos entre relic\u00e1rios, serigrafias, telas, p\u00e1ginas de scrapbook, \u00e1rvores, pe\u00e7as de bauernamlerei, mandalas, cart\u00f5es, bandejas, molduras. Uau!<br \/>\nAinda assim deixei tr\u00eas telas e 2 relic\u00e1rios grandes por terminar (pe\u00e7as que iriam para exposi\u00e7\u00e3o na Mega), isso sem contar aqueles trabalhos que eu pretendia fazer e que acabei nem come\u00e7ando. Meus trabalhos s\u00e3o elaborados (n\u00e3o complicados, mas trabalhosos), demandam tempo. E eu n\u00e3o sou exatamente r\u00e1pida. Ou sou e n\u00e3o me dou conta, sei l\u00e1 (a gente sempre acha que os outros fazem melhor do que a gente, afinal de contas&#8230;).<\/p>\n<p>Bem, mas voltando ao tema, o tempo. Como ele \u00e9 curioso&#8230; Ou melhor, como a percep\u00e7\u00e3o que temos do tempo \u00e9 interessante. Um dia \u00e9 pouco? &#8220;S\u00f3 mais um dia&#8221;, dizemos&#8230; Mas em um dia inteiro d\u00e1 para fazer tantas coisas&#8230;<\/p>\n<p>No meio daquela correria toda cada minuto era precioso. Cada pe\u00e7a parecia levar uma eternidade para ficar pronta, e, ao mesmo tempo, cada hora era repleta de movimentos: pegar, medir, cortar, ajustar, remontar, colar, medir de novo, desenhar, riscar, cobrir, secar, preparar, aplicar&#8230; 103 coisas que precisaram de dezenas de etapas para ficarem prontas. Quantas &#8220;coisas&#8221; eu fiz, afinal? Ah, isso n\u00e3o d\u00e1 para saber, milhares, acredito.<\/p>\n<p>E isso me fez pensar uma coisa bem boba e \u00f3bvia: quanto tempo foi preciso para que tudo que existe nesse mundo ficasse pronto? Todo tempo at\u00e9 agora, muito mais do que as nossas vidas, que a vida de nossos pais e av\u00f3s. Muito mais tempo do que o tempo em que se sabe que j\u00e1 exist\u00edamos. Ent\u00e3o porque a gente quer sempre vencer o tempo, sendo que isso \u00e9 literalemente imposs\u00edvel?<\/p>\n<p>E essa percep\u00e7\u00e3o do tempo pode variar tanto que bastou eu sair uma semana de f\u00e9rias, deixar minha casa, minha cidade, mudar completamente a rotina e a paisagem, para ficar com a impress\u00e3o que esse per\u00edodo de trabalho intenso dos \u00faltimos meses foi l\u00e1 atr\u00e1s, como se tivesse passado muito mais tempo, e n\u00e3o apenas uma semana. Que coisa! <\/p>\n<p>Outro exemplo? Quando meu pai sofreu seu acidente e passou pela primeira cirurgia, ele voltou bem agitado para a UTI e eu perguntei para o m\u00e9dico quanto tempo ele ficaria daquele jeito. O m\u00e9dico disse que n\u00e3o tinha como prever, mas que imaginava que talvez uns 10 dias. Eu achei, naquela hora, uma eternidade. Como assim, 10 dias?! Meu pai acabou passando 11 meses no hospital (por volta de 330 dias), algo, naquele momento, realmente inimagin\u00e1vel. Mas passou. Hoje ele est\u00e1 cada vez melhor (gra\u00e7as a Deus!), j\u00e1 est\u00e1 dando seus passos com andador, e se as coisas continuarem correndo bem, com mais um pouco de tempo ele voltar\u00e1 a andar. Nada como um dia depois do outro, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>E assim v\u00e3o seguindo as coisas, a gente \u00e0s vezes nem se d\u00e1 conta, mas elas v\u00e3o acontecendo pouco a pouco&#8230; Conheci a Rita Paiva, hoje editora da revista Make, h\u00e1 mais de 20 anos e por todo esse tempo fui orientada e inspirada por ela at\u00e9 receber, com muita honra, o convite para acompanh\u00e1-la em seu<em> stand<\/em> durante a Mega. Acompanhei o nascimento e a evolu\u00e7\u00e3o da feira Mega Artesanal desde o tempo em que se chamava apenas Artesanal (h\u00e1 mais de 15 anos atr\u00e1s) at\u00e9 ter meu trabalho reconhecido e homenageado nessa feira com a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Cores&#8221;. Produzi, escrevi, fotografei, filmei e publiquei cada um dos 365 <em>posts<\/em> do meu projeto &#8220;Um <em>post<\/em> por dia&#8221; durante um ano todo para v\u00ea-lo reconhecido e premiado alguns meses depois.<\/p>\n<p>Concluindo, tudo leva tempo para acontecer, e algumas coisas levam at\u00e9 <strong>muito<\/strong> tempo. Mas para que elas existam precisam ser feitas, pedacinho por pedacinho, num exerc\u00edcio de paci\u00eancia sem fim. Quem acredita que vai conquistar as coisas de uma hora para outra se engana. E mais, perde o melhor, que \u00e9 o caminho, viver cada dia com resigna\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes at\u00e9 sem saber se o resultado vir\u00e1, mas viver com entrega, com dedica\u00e7\u00e3o, integralmente, pois s\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel construir algo de fato. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o hoje eu me sinto feliz e recompensada. Os dois meses intensos valeram a pena, sobretudo porque me fizeram perceber que eles fazem parte de um tempo maior, que come\u00e7ou l\u00e1 atr\u00e1s e que est\u00e1 longe de terminar&#8230;<\/p>\n<p><strong>E, para finalizar, vou deixar aqui uma coisinha para pensarmos.<\/p>\n<p>Voc\u00eas sabem aquela perguntinha cl\u00e1ssica que nos fazem e nos fazemos quando passamos dos 40,&#8221;- O que voc\u00ea quer para o seu futuro?&#8221; ou &#8220;Como voc\u00ea se imagina daqui h\u00e1 alguns anos?&#8221; Pois bem, a minha resposta \u00e9 &#8220;quero ter mais tempo para fazer as coisas que realmente gosto de fazer, quero mais tempo para dedicar ao meu trabalho art\u00edstico&#8221;. E me parece que esse tempo est\u00e1 chegando, come\u00e7ando agora. Mas isso \u00e9 assunto para outra conversa&#8230;<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9518983180152168\";\n\/* 468x60, criado 10\/07\/10 *\/\ngoogle_ad_slot = \"2365267377\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\n\/\/-->\n<\/script><br \/>\n<script type=\"text\/javascript\"\nsrc=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, amigas (os)&#8230; J\u00e1 faz algum tempo que tenho sentido muita vontade de escrever aqui no blog, e hoje parece que vai&#8230; vamos l\u00e1! Tenho pensado muito sobre o tempo ultimamente. Nos \u00faltimos dois meses eu fiz tanta, mas tanta coisa, que parece at\u00e9 que esses meses duraram uma eternidade. Cada minuto que eu tinha &hellip; <a href=\"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/?p=6386\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Conversa sobre o tempo<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[594],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6386"}],"collection":[{"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6386"}],"version-history":[{"count":15,"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6386\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18480,"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6386\/revisions\/18480"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/crisbottallo.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}