Essa foto bem legal acima foi a Ana Caldatto quem fez, com o calendário de trovas de meu pai que enviei para ela. E que ideia bacana a dela, de fazer a foto do mês com as cores da trova!
Adorei!
Ela postou em seu blog, que é o Ana Caldatto uma série de fotos muito legais. Aproveitem para passear em todo blog, ela é uma das maiores colecionadoras (e conhecedoras) de brinquedos do país, e para quem gosta de brinquedos e bonecas como eu, um prato cheio para a gente se esbaldar!
Eu a conheci por conta do meu novo hobby, colecionar Blythes, e digo a vocês, assim como ela, conheci muitas pessoas bem bacanas nesse universo, muito boas novas amizades para esse ano que se inicia…
Obrigada, Ana, adorei a “homenagem”. E vou torcer para você continuar fazendo as fotos a cada mês, com cada uma das cores, durante todo esse ano. <3
Pois é, estamos em 2014.
E como prometido, aí vai o calendário de trovas do meu pai, com minhas ilustrações.
Para quem deixou o nome na lista dos 40 que eu tinha para enviar, aviso que vou postá-los no início da semana que vem, pelo correio.
Para quem não enviou mensagens, todos os meses desse ano irei postar aqui a trova do mês. A de janeiro segue abaixo, e aproveito para desejar, mas uma vez, um excelente Ano Novo para todos!
“Verde cor da natureza
Que espalha muita luz
E espelha uma beleza
Que assim, a todos seduz.”
Hoje é dia de brindar ao ano que chega, naturalmente.
Mas antes de receber 2014, quero me despedir de 2013.
Viva!
Todos os anos nessa época, últimos dias de dezembro, fico pensando nas coisas que quero fazer no ano que começa. Inevitavelmente penso no ano que está acabando e nas coisas que fiz (ou não consegui fazer), e acabo ficando um pouco melancólica.
Não é nada particularmente ruim – na verdade eu adoro esses dias, adoro o mês de janeiro, com suas chuvas intermináveis, que parece que vêm para lavar tudo, limpar a vida da gente e preparar as coisas para o novo tempo.
Adoro a calma do mês que vai chagar amanhã, com a cidade de São Paulo mais tranquila, o ânimo bom das coisas ainda por fazer… gosto mesmo da passagem de ano.
Adoro começar um Ano Novo, “inaugurar” uma agenda de papel nova (sim, ainda uso agendas de papel), adoro fazer planos, listas de coisas que ainda quero realizar…
Adoro começos.
Minha agenda 2014, amarela, cor quente e luminosa, para um ano igualmente “energético”…
E, confesso, sempre me pego meio melancólica nessa época.
Mas na verdade, ficar melancólico não é tão ruim assim.
A gente se despede do que foi, pensando que talvez pudesse ter sido melhor, ou mais, ou que poderia ter sido diferente, ou apenas querendo tudo de novo.
Ficar melancólico pode ser apenas ter saudade do que é bom, ficar com o coração apertado um pouco, tendo certeza que ele está lá, sim, ele bate, há um coração, afinal.
Ficar melancólico pode ser se sentir bem com o que se tem, mesmo que o que se tenha não tenha sido aquilo, exatamente, que a gente esperou, ou planejou, talvez não o que se queria, mas o melhor que se pôde ter.
2013 foi um ano particular.
Bem, todos os anos são particulares.
2013 foi um ano especial.
Hoje, em seu último dia, percebo que não fiz quase nada do que eu havia planejado no final de 2012.
Um ano atrás eu coloquei aqui uma lista de coisas que esperava para meu ano de 2013, e também anotei em minha agenda tudo que eu queria fazer. Dessas listas, quase nada aconteceu como eu previa, mas as surpresas, as coisas que vieram, e até como as coisas ficaram, me surpreenderam positivamente.
Sim, 2013 foi muito bom.
Novos amigos; um novo (e apaixonante hobby); meu trabalho seguindo seu caminho, como um rio de correnteza, com trechos bem calmos, outros bem turbulentos, mas sobretudo, seguindo seu curso, me conduzindo; minha família bem… não posso me queixar, só agradecer.
Nina, minha primeira Blythe. Meu novo hobby… <3
Por tudo isso, decidi que nesse novo ano não vou fazer mais listas de coisas que quero realizar, coisas que espero que aconteçam.
Não.
Vou desejar apenas uma única coisa: ano que vem eu quero dormir mais, quero descansar mais. E assim ficar bem disposta para minha corrida, uma das coisas mais importantes que tenho na vida. E explico: nesse ano que termina, por conta de uns probleminhas que tive, percebi o quanto é ruim quando a corrida não é boa para mim.
Quero descansar mais para correr mais e melhor. E 2014 será o meu ano de corrida.
Minha primeira maratona será em 2014, em outubro, em Lisboa.
Uau!
Que mais posso querer além de correr bem? Correndo bem, todo o resto se encaixa…
Correr, correr, correr…
Nessa passagem de ano vou deixar meus braços bem abertos para receber o que vier, receber tudo que a vida me trouxer, como uma chuva de verão, que banha a gente, nos pega de surpresa, lava nossa alma, leva tudo embora e deixa uma sensação fresca, de coisa nova e boa chegando.
Quero um ano novo como janeiro, com calor, muito sol e o frescor da chuva recém caída.
Venha, 2014, e que seja um surpreendente Ano Novo!
Feliz Ano Novo a todos vocês!
😀
Ah, e para não perder o costume, termino esse post com uma linda música, uma música que me faz sentir tudo isso que escrevi. 🙂
Coisa que mais gosto no Natal é pensar no colorido das bolas nas árvores, no brilho das luzinhas piscando, nas casas enfeitadas… Ah, me lembro de meu tempo de criança, minha mãe arrumava nossa árvore com aquelas tradicionais bolas de vidro, bem coloridas e em vários tamanhos. Era tão lindo!
O Natal ainda não tinha sido “dominado” pelos enfeites chineses, e as bolas e suas variações em vidro eram a sensação, faziam lindas árvores… saudades!
Bem, eu até tenho umas delas guardadas, mas minha sugestão para esse Natal é algo diferente…
Que tal pegar argolas de madeira, dessas de cortina, e forrar com fitas de voal com cetim, bem delicadas e coloridas? As fitas, com 7mm de espessura, devem ser trançadas nas argolas e arrematadas com um nó.
Depois é só amarrá-las em outros pedaços de fitas, que poderão ser pendurados como você quiser…
Fica lindo em uma parede, na janela, como uma cortina, em uma passagem de porta aberta…
E você pode usar argolas de diâmetros diferentes, assim como fitas com diferentes combinações de voal e cetim e muitas cores… É um tipo de decoração delicada, leve, e como já me disseram, a cara do nosso Natal, bem mais adequado ao verão que temos nessa época por aqui.
Bem, é isso.
Que vocês tenham um Natal assim, lindo, leve e colorido.
É o que desejo, de verdade.
Um Feliz Natal a todos!
<3
Ontem foi meu último dia oficial de trabalho em meu Studio, último dia da exposição que estava montada por lá, e encerramento das minhas atividades nesse ano de 2013.
II Coletiva de Arte sobre Papel no Studio
Sensação boa de “dever cumprido”, de coisas tão desejadas que se realizaram, de amigos novos e maravilhosos que chegaram, de trabalho brotando e tomando forma.
Com os artistas Maura de Andrade e Gilberto Tomé, participantes da exposição
Com mais artistas da Coletiva
Esse ano foi particularmente bom para meu Studio.
O ateliê de serigrafia agora está ativo, com aulas regulares; as exposições mais importantes que montei, durante o SP ESTAMPA e a II Coletiva de Arte sobre Papel, foram um sucesso, com muitos novos artistas chegando para compartilhar o espaço comigo e com meus convidados; recebi meu professor Rubens Matuck para uma linda palestra sobre papéis, e novas palestras ainda virão, e ainda estou fazendo aula de aquarela com ele.
Muito bom!
Palestra com Rubens Matuck e Rosely Nakagawa
Com a aluna de serigrafia do Studio, Lucila Rayel
Com os amigos Marina e Hermes, e Sérgio Quadros
2013, você já pode fazer como eu: desacelerar e apenas curtir o tempo bom que virá nas próximas semanas.
Descansar um pouco, se divertir outro tanto, ficar com as pessoas queridas e se permitir celebrar o que veio de bom. O que não foi bom, ficou para trás, mesmo.
E pensando nisso, deixo aqui a música que ouvi hoje em minha corrida, para recordar os anos 80, meus tempos de garota… The Alan Parsons Project, “Nothing Left to Lose”
Quem se lembra?
“You gave the best you had to give
You only had one life to live.”
(Você deu o melhor que tinha para dar
Você só tinha uma vida para viver…)
Pois é, dezembro.
Dezembro, o mês que passa mais rápido e atropela a gente, já escrevi sobre isso aqui.
Ô correria!
Essa vontade desesperada que bate na gente de terminar tudo, colocar a casa em ordem, guardar as coisas espalhadas pelos dias, se organizar, tirar o atraso e ainda ficar bem… Pena que isso é praticamente impossível. Mas não tem jeito, entra ano, sai ano, vem dezembro, vai dezembro, a gente não aprende.
Bem, dezembro veio, e trouxe uma boa surpresa, que não poderia ser melhor.
Vou resumir: ano passado eu estava correndo bastante, pensando em fazer uma maratona esse ano, em 2013. Estava correndo 30km no meu treino longo, e começando a aumentar essa distância. Em dezembro do ano passado corri meu último longo de 31Km, estava feliz com isso. O plano era aumentar os treinos em janeiro e fevereiro e buscar um treinador de corrida para me preparar para a maratona.
Mas aí veio o começo do ano, umas complicações aqui e ali, uma dor que já me acompanhava foi piorando, até que realmente senti que algo estava errado e tive que procurar um médico. Resultado: início de lesão, tive que cortar pela metade meus treinos, me exercitar na piscina, fazer fisioterapia e tudo mais.
O projeto da maratona em 2013 foi deixado de lado e a frustração chegou com tudo.
Mas ok, fiz o que precisava ser feito, e fui me cuidando.
Aos poucos fui sentindo que melhorava, troquei a fisioterapia por treino de musculação com acompanhamento, depois só exercícios na piscina e, por fim, me dei alta de tudo e voltei a aumentar os treinos de corrida, pouco a pouco. Foram seis meses sem longos, seis meses correndo a metade do que eu costumava correr.
Um tempo bem difícil…
Depois desses seis meses mais radicais fui voltando aos poucos ao meu ritmo mais intenso, e já estava fazendo 25 km em alguns longos, pensando novamente em me preparar para uma maratona.
E aí veio a surpresa: domingo passado, durante meu treino longo da semana, senti que estava bem e vi que meu ritmo também estava acima da média.
A cabeça nessa hora faz toda diferença, e pensei: “Hoje vai dar. Hoje, domingo, dia 08 de dezembro de 2013, me sinto bem e com condições de fazer mais. E quero conseguir, hoje eu quero provar para mim mesma que posso.”
E corri 30km, depois de um ano sem fazer essa distância, e no meu melhor tempo até agora, 3h28m.
Para mim esse longo foi como a maratona que esse ano não pude correr: quando você supera uma barreira que te trava, te impede de ir além, a sensação é de vitória mesmo. Ok, não fiz uma maratona esse ano, mas para quem estava até duvidando de voltar a correr como antes, esse retorno valeu como a “minha maratona de 2013”. Etapa superada, consegui, conquistei, fui atrás, acreditei que dava e vi que dava mesmo.
É isso que a corrida faz pela gente. Você coloca limites sempre além daquilo que acredita ser seu máximo, e quando se dá conta, avançou. Foi como me senti.
E o melhor, é uma conquista sua, só sua, ninguém pode te dar, mas também ninguém irá te tirar.
Não dá para saber o que motiva a gente…
Na véspera, no sábado, eu já fui deitar pensando que seria muito bom correr mais no domingo seguinte, eu já queria acreditar que poderia, por isso tentei descansar mais, dormir mais cedo, me preparar melhor.
Também estava estreando um tênis novo, cor de laranja – minha cor preferida – e bobagem ou não, todo incentivo conta. Durante a corrida, olhava para meus pés cor de laranja e pensava que conseguiria.
Mas o mais importante mesmo é a cabeça. Eu queria me dar esse presente, no fundo, acho que queria mesmo mostrar para mim mesma que sim, eu havia conseguido, eu tinha superado um ano difícil.
Nos metros finais da corrida eu já sentia bastante dor nas pernas e minha energia estava se esgotando, por isso comecei a pensar em coisas bacanas e importantes para mim, buscando motivação. Ouvia música em meu ipod, como sempre faço, e justamente quando eu pensava nessas coisas importantes para mim, tentando buscar um restinho de energia, bem lá no fundo, para terminar a corrida sem deixar o ritmo cair, foi justamente essa música que tocou: “É o que me interessa”, do Lenine.
Nenhuma outra poderia ser mais adequada…
Não preciso dizer que no fim eu estava rindo e chorando, tudo ao mesmo tempo, sentindo dor, é verdade, mas feliz da vida por ter conseguido.
Ô coisa boa! Presentão de Natal de mim para mim mesma.
Obrigada dezembro, no fim das contas, você veio em boa hora.
Fiquei feliz! 😀