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Cadernos Artísticos ou Journal Art: um pouco mais sobre a técnica
“JOURNAL ART” OU CADERNOS ARTISTICOS
Embora pouco conhecida por aqui, a técnica Journal Art ou Journaling (nome original da técnica nos EUA e Europa) nada mais é do que a arte de criar diários decorados artisticamente, com a parte visual complementada por imagens ou imagens e textos que podem ser desde uma palavra ou pensamento como um poema ou letra de música, ou ainda anotações pessoais de um diário. Também podemos dizer que essa técnica e uma variante do Scrapbooking, com ênfase nos textos e idéias.
A arte de decoração de diários ou cadernos é bastante abrangente e consiste em decorar paginas com técnicas diversas que incluem pintura, colagem, costura e bordado, aplicação de objetos e adesivos, impressão de textos e fotos, arte digital e o que mais nossa imaginação permitir. Não há limites, nem mesmo o espaço físico da pagina é um limitador: você pode acrescentar elementos que ultrapassem esses limites, por exemplo, ou ainda fazer de um caderno um único trabalho, com todas as páginas trabalhadas com o mesmo projeto. Também e possível criar um objeto para guardar ou expor os cadernos, e nesse caso, quando transformamos um objeto com essas mesmas técnicas, podemos chamar essa técnica de Altered Art (arte transformada ou arte de transformar).
Roteiro simplificado de como montar um caderno artístico:
– Antes de mais nada determine se você irá transformar um caderno comprado pronto, agenda ou até mesmo um livro em seu caderno artístico ou se você ira confeccioná-lo completamente, da capa e contra-capa até o miolo.
– Depois defina se o seu caderno terá um tema especifico ou não. Como já disse, não há limites para a criação, mas sabendo o que você pretende fazer você poderá optar por uma linha especifica de trabalho, o que irá ajudá-la (o) muito a começar seu projeto.
– Se você optou por fazer um caderno temático, pode começar pela decoração e confecção da capa. Eu gosto de trabalhar assim, desse modo meu projeto vai tomando forma como um texto que a gente começa a escrever a partir de um titulo.
– Caso você escolha trabalhar com cadernos ou livros prontos, observe se o papel é adequado às técnicas que utilizam tintas mais úmidas ou aplicação de elementos que poderão deformá-las. Se for esse o caso, cole de 3 a 5 páginas unindo-as para formar uma mais reforçada e trabalhe sobre essa base. Ou você poderá, ainda, trabalhar em um papel avulso mais adequado e depois fixá-lo sobre as páginas do caderno pronto. O fundamental e começar por esse preparo prévio.
– Trabalhe, em seguida, na construção das páginas. Novamente digo que não há regras, comece por onde achar melhor, a parte interna da capa e da contracapa, o primeiro par de páginas (no caso de peças prontas como cadernos, agendas, diários ou livros), ou ainda por uma página avulsa, caso seu projeto tenha esse formato. Nesse ultimo caso você deve também escolher o número de páginas do caderno, já que dependendo do formato pode haver alguma limitação (por exemplo, se é um modelo fichário, há um número limite de páginas que deverão compô-lo).
– Um caderno artístico não precisa “ficar pronto” em um determinado momento, ele poderá ser confeccionado aos poucos, ao longo de meses ou até mesmo anos, e poderá, ainda, ser alterado sempre que se achar necessário, por isso não se prenda a fazer um projeto muito rígido, com começo meio e fim. Deixe-se levar pelo movimento criativo dessa técnica. Por isso recomendo que você faça mais de um caderno ao mesmo tempo. Certamente haverá momentos em que você irá se envolver particularmente com um deles enquanto outros ficam se desenvolvendo, amadurecendo lentamente.
– Finalize seu trabalho acrescentando o texto. Na verdade, o texto poderá ser agregado ao trabalho em qualquer momento, mas na maioria das vezes ele finaliza a parte decorativa das páginas e deve ficar em destaque. Lembrem-se mais uma vez, não há regras. Esse é apenas um roteiro básico para ajudar você na iniciação dessa arte.
APRESENTAÇÃO DOS MATERIAIS MAIS USADOS NESSA ARTE
BASES (cadernos prontos, álbuns, fichários, agendas, livros, blocos etc.)
Você pode usar qualquer tipo de caderno, livro ou agenda, blocos, fichários, livros, enfim, a base do seu caderno artístico pode ser feita com qualquer uma dessas opções encontradas já prontas. Os cadernos tipo brochuras podem ser desmontados e montados novamente, com acréscimo de elementos e detalhes como costura e bordado, os cadernos com espiral também podem ser desmontados, basta girar a espiral em um só sentido até que ela passe por todos os furos (depois basta fazer o mesmo procedimento girando-a para dentro), livros podem ser totalmente transformados com colagens e pinturas, asism como fichários, pastas e agendas.
PAPÉIS
Um caderno artístico também pode ser feito a partir de paginas avulsas, posteriormente montadas. Embora seja possível fazer um caderno artístico com qualquer material, na maioria das vezes a base é um papel, e você poderá usar desde um papelão de embalagem que pode ser transformado com pintura e colagens até papéis especiais para aquarela, papéis telados para trabalhos com tintas acrilicas ou óleos, papéis para desenho. O ideal é que o papel que servirá de base seja mais grosso, com uma gramatura mínima de 120 ou até mesmo 180 mg. Escolha o papel base de acordo com a tinta ou material que você ira utilizar: papeis mais grossos e absorventes para trabalhos com aquarela; papéis com menos textura e mais encorpados para trabalhos com guache; papéis mais lisos e firmes para trabalhos com lápis e canetas. Além dos papéis base, utilizamos também papeis coloridos, lisos ou estampados, de diferentes gramaturas e texturas para fazer as colagens decorativas da técnica. Tenha uma boa variedade deles…
TINTAS
As tintas mais utilizadas nessa técnica são as tintas indicadas para papel, como: aquarela, guache, ecoline e tintas acrílicas em geral. São tintas solúveis em água e de secagem rápida, e, sobretudo tintas que recebem bem vários tipos colas que serão utilizadas para fixar os elementos que irão decorar a página. É muito importante observar que tintas como aquarela, guache e ecoline são solúveis em água mesmo depois de secas, portanto é fundamental utilizar um verniz em spray (fosco, brilhante ou semi-brilho) para dar proteção ao trabalho e evitar que a tinta borre ao contato com colas e outros materiais. A base acrílica e o gesso acrílico também são produtos importantes no preparo das páginas, uma vez que eles protegem e preparam a superfície para receber os demais tipos de tintas, além de dar mais firmeza às páginas e ainda proporcionarem efeitos de textura, quando desejado. Em papeis plastificados, como capas de cadernos e fichários e fundamental o uso da base antes da pintura com aquarelas, guache ou tintas acrilicas, caso contrário as tintas não irão fixar-se sobre a superfície.
PINCÉIS
Assim como as tintas, os pincéis mais indicados são aqueles próprios para as tintas utilizadas: pinceis de pêlos naturais e macios para as aquarelas e ecolines; pincéis de pelos mais firmes para guache e pinceis de filamentos sintéticos para tintas acrílicas. Quanto aos formatos, pinceis chatos, chanfrados, redondos, linner (para filetes e traços) e em formatos diferenciados como leque e pata de vaca são fundamentais. Tenha vários, em vários tamanhos.
ACESSÓRIOS DE PINTURA
Nas técnicas de pintura você ira utilizar vários acessórios, como rolinhos de espuma (lisos ou texturizados), espátulas e pentes para pintura, carimbos de espuma, estencêis e plásticos com diferentes espessuras e texturas. Todos esses acessórios servirão para efeitos especiais de pintura das páginas.
ACESSÓRIOS GERAIS
Réguas em formatos e tamanhos diferentes; gabaritos de letras; lápis; lixa fina e lixa de unha (para lixar papéis mais grossos e tirar as “rebarbas” dos cantinhos dos papeis); bandejas ou godês para colocar as tintas também são materiais auxiliares necessários para a técnica.
CORTADORES
Tenha a mão tesouras de tamanhos e com pontas variadas, comuns e de cortes diferenciados, como zigue-zague, ondas e arabescos; furadores de papel com desenhos ou apenas para furos redondos; estiletes e uma guilhotina de papel para facilitar seu trabalho. Utilize um base para corte para cortar os papéis.
MATERIAIS VARIADOS PARA DECORAR AS PÁGINAS: LÁPIS DE COR, PASTÉIS, CRAYONS, CANETINHAS COLORIDAS
Você pode decorar uma pagina sem utilizar tintas, apenas utilizando os materiais para decorar como lápis de cor simples e aquareláveis; crayon e giz de cera; pastéis secos e oleosos; canetas hidrográficas e tipo gel, com pontas em tamanhos variados. Tenha uma boa variedade desses materiais, mais práticos e de utilização bastante eficiente nessa técnica.
COLAS
Vamos utilizar as colas que são indicadas para trabalhos em papel: cola branca, cola em bastão ou cola gel para decoupagem. Alem disso você pode utilizar também fita dupla-face fina ou grossa (tipo fita banana) para criar efeitos tridimensionais em suas páginas. Outras colas especificas poderão ser utilizadas em casos especiais, como na colagem de plásticos e metais. As colas em bastão são mais indicadas para colar papéis mais finos e evitar que as páginas fiquem enrrugadas; a cola branca e indicada para colar objetos mais encorpados e papéis mais grossos, tecidos e plásticos leves; e a cola gel para decoupagem (eu utilizo da marca Corfix) são excelentes para fixar papel sobre papel sem deixar marcas ou estragar os materiais.
PAPÉIS E APLIQUES PARA COLAGENS
Você irá precisar de recortes de revistas e jornais com textos e palavras, figuras e desenhos; textos impressos; fotos originais ou fotocopiadas; serigrafias e gravuras; fotocópias de impressos; cartões; papéis de embalagens etc. Esse material servirá para complementar a decoração de suas páginas.
CARIMBOS
Os carimbos são muito utilizados nessa técnica, seja como um elemento decorativo para complementar uma pintura, por exemplo, ou como protagonista da página. Os carimbos podem ser em formatos, tamanhos e desenhos variados, e você poderá utilizá-los com tintas de carimbeiras comuns ou com tintas mais encorpadas, como a acrílica decorativa ou guache. Se o efeito desejado é de maior transparência e fluidez, prefira as tintas de carimbeiras. Se quiser um efeito de maior cobertura, utilize as tintas decorativas. De todo modo, utilize apenas tintas solúveis em água e limpe muito bem seus carimbos após o uso.

Mais uma criação em journal art
Matérias antigas de bauernmalerei
Continuando o post de ontem – como prometi – as matérias que acompanhavam aqueles primeiros passo a passo de pinceladas que fiz para a extinta revista Mãos de Ouro mostravam a aplicação dos riscos básicos em peças bem singelas, de madeira, MDF e metal.
As peças, com fundos em cores fortes e básicas, destacavam bastante os motivos…
E caixas e baús não poderiam faltar, afinal são umas das peças que mais gosto de pintar.
E as peças em metal também estavam lá, como esses cachepôs e regador, feitos em folhas de flandres.
A pintura nas peças de metal deve ser feita exatamente da mesma maneira, apenas o preparo do fundo deve ser diferente, com a aplicação de um metal primer, ou primer para metais, produto especial para esse material porque possui um anti-oxidante, que evita que a pintura solte ou estrague com o tempo.
Observação: as imagens acima forma escaneadas da revista Mãos de Ouro, da Editora Nova Cultural.
No próximo post vou contar aqui um pouco mais sobre a origem dessa técnica e pintura em meu trabalho. Até lá!
Como usar o Guia de Pinceladas

Na foto acima, o jogo dos três Guias de Pinceladas e o DVD das Pinceladas Básicas do Bauernmalerei
Um dos produtos que eu mais gostei de desenvolver para a técnica do Bauernmalerei foi o jogo de Guias de Pinceladas.
A origem desses Guias é bem anterior ao que eu me lembrava…
Ao organizar meu material aqui para o “ano do bauer”, acabei achando uns arquivos bem antigos e interessantes, coisas que eu até já tinha me esquecido, confesso…
Quando eu ainda trabalhava no ateliê da empresa de tintas Acrilex, fiz para a Eidtora Nova Cultural, que publicava e revista Mãos de Ouro (foto acima), um conjunto com 3 lâminas de passo a passo com as principais pinceladas do bauer. Era uma ideia antiga minha fazer esses guias, porque eu já tinha visto alguns produtos importados semelhantes, com pintura de flores no estilo “tole painting“, técnica americana de pintura floral feita com pinceladas, e imaginei que funcionariam muito bem par ao bauern. Apresentei o projeto à editora, e ele acabou saindo, como uma ação promocional, em encartes mensais.
Essas pranchas que fiz para a revista foram encartadas em três edições publicadas em meses consecutivos, e a revista também publicou um especial sobre a técnica, e eu produzi várias peças e passos, ainda no Ateliê Acrilex, para essas edições. Hoje é muito saudoso ver esse material (amanhã vou publicar mais algumas imagens dessas revistas, acompanhem por aqui).
Anos depois, para ser mais exata em 2008, eu resolvi produzir meus próprios guias, que hoje estão disponíveis em minha loja. O jogo completo é composto por 3 lâminas com os principais motivos da pintura: rosas, tulipas e folhas, além de florzinhas e arabescos. Cada lâmina apresenta a pintura em passo a passo desses motivos e alguns riscos com esses elementos.
A ideia do Guia é que as pessoas interessadas em aprender a técnica sigam com pinceladas o passo a passo da pintura, em tamanho natural, sobre um papel plastificado, para que a tinta não grude. Em seguida tinta pode ser limpa com um pano úmido, e o movimento repetido quantas vezes a pessoa desejar. É um material para treino, prático ou de consulta, porque se a pessoa não quiser praticar dessa forma, também pode utilizá-lo apenas visualizando as pinceladas. mas eu garanto, a prática, o exercício de fazer o movimento com o pincel seguindo as pinceladas ajuda bastante.
Os guias são de papel plastificado, por isso podem ser facilmente limpos após a aplicação das tintas acrílicas, e o movimento pode ser repetido inúmeras vezes. Mas ainda é possível utilizar um vidro ou acetato sobre os guias, assim você poderá repetir o mesmo procedimento de pintar e limpar sem encostar nos guias, garantindo uma conservação ainda maior.
Os meus Guias de Pinceladas são, portanto, um dos produtos que mais gosto de oferecer em meu site e blog, e certamente um dos mais úteis para quem quer se aventurar nessa pintura que amamos fazer, o bauernmalerei.
Amanhã eu continuo a conversa sobre as edições antigas de meus trabalhos com bauern, não percam!
Bauernmalerei – Como tudo começou…
Já postei algumas dicas e comentários sobre a pintura bauern aqui no blog esse ano, mas como eu prometi que me dedicaria à essa técnica durante todo o ano de 2013, e como ainda estamos no começo de janeiro, resolvi postar um pouco da história dessa pintura e de como ela entrou em minha vida…
Também já postei essa história, mas agora vou repeti-la para abrir uma sequência de novos posts, ok?
Há uns bons 25, quase 26 anos, em 1986, visitei com meu pai e irmãos a Bienal do Livro aqui em São Paulo, quando ela aina era realizada no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Eu lembro muito bem porque foi um ano antes de eu me casar, e portanto foi também uma das últimas vezes em que sai para passear em família como “filha”.

Primeiros livros de pintura em madeira que ganhei…
Naquela época visitar a Bienal era um sonho para quem gostava de livros – não existiam livrarias virtuais ou sites, e nem tantas livrarias como as que temos hoje. Era a oportunidade mágica de comprarmos livros diferentes, sobretudo os importados. Eu, naturalmente, procurava sempre os livros de técnicas de pintura e gravura, que me interessavam muito – afinal eu estava no segundo ano da faculdade e já tinha meu ateliê em casa.
No estande da Espanha e Portugal eu encontrei uns livrinhos pequenos e fininhos de uma coleção de livros práticos em espanhol. Eles eram de autoras alemãs, e ensinavam a técnica bauernmalerei (bauer-campo e malerei-pintura, ou seja, pintura campestre em alemão) e outras pinturas decorativas em madeira. Eu já tinha visto alguns trabalhos parecidos em outras publicações, mas nunca tinha encontrado um material didático, com riscos e passoa-a-passo, não existiam muitas publicações assim…
Um deles (o livro acima) era mais específico do bauern, e a parte interna tinha poucas imagens coloridas mas todas as informações sobre a técnica. O outro (abaixo) era mais “moderno” (para a época, é claro). O original devia ser um livro do final dos anos 70 (a edição era de 1983) e o estilo dos desenhos era bem característico daquelas tempos… è muito saudoso olhar para ele!
Bons tempos aqueles…
Meu pai comprou os livrinhos para mim, e esses dois exemplares inauguraram minha biblioteca de livros de técnicas. Hoje eu tenho muitos títulos, a mior parte importados, e me orgulho muito do meu acervo. Mas esses dois livrinhos continuam sendo meus “xodós”. Claro que existem muitos outros livros mais atuais e completos, mas nada se compara ao carinho que a gente pega por esses objetos que entram em nossa vida de uma forma tão especial, não é mesmo?
Outros livros da minha coleção, esse já bem específicos da técnica, são alemães, por isso gosto tanto deles…
São o mais autêntico Bauernmalerei que podemos achar…
E foi inspirada em alguns desses livros que fiz alguns dos meus projetos, já apresentados aqui,e muitos outros que ainda virão e que já estão sendo produzidos… Para começar, vamos recordar um deles:

Porta-jóias de madeira com fundo preto
Essa peça apresenta um motivo do bauernmalerei bem tradicional, e a pintura sobre o fundo preto realça ainda mais as cores vivas e básicas.
Para que o acabamento fique melhor, recomendo que você aplique uma demão fina de base acrílica ou tinta acrílica fosca branca sobre o risco transferido para a peça com um carbono claro. Isso porque sobre o fundo branco a cobertur das tintas coloridas será muito melhor. Caso contrário será necessário aplicar várias demãos de cada cor.
Nessa peça os desenhos são mais simples e foram pintados com menos pinceladas, características desse estilo mais tradicional do bauernmalerei. As cores são as primárias: vermelho, amarelo, azul para as flores, verdes para as folhas e o branco, sempre presente nas pinceladas e detalhes.

Detalhe da lateral do porta-jóias
Nas laterais da caixa eu pintei uma tracejado em cruz, decorado com flores feitas com bolinhas e traços.
O acabamento deve ser feito com cera em pasta incolor, que deve ser aplicada com uma paninho macio. Depois é só aguardar uns 10 minutos e lustrar com uma flanela.
E se você gosta de bauernmalerei assim como eu já sabe, visite a LOJA do meu site e veja os produtos que ofereço para essa técnoca por lá… www.cristinabottallo.com.br
Bom, é isso por hoje, pessoal, amanhã, como sempre, tem mais…
Beijão!
Dicas de pintura em porcelana e vidro com tintas que vão ao forno caseiro
Tinta Decorfix 150 (base água, da marca Corfix)
Tinta solúvel em água, apresentada nos acabamentos brilhante, fosca e metálica, pode ser aplicada em todos suportes (tipos de peças) termoestáveis (que possam ser aquecidas) a 150 graus.
Ideal para porcelana, cerâmica (inclusive biscoito), vidro, metal, faiança, chapa esmaltada (ágata), cobre etc. As cores são apresentadas prontas para uso e miscíveis entre si. A escolha do suporte utilizado permite obter efeitos diferentes, já que as tintas apresentam transparência e intensidade de cores variáveis. As peças devem ser levadas ao forno doméstico para queima e fixação completa das tintas e após esse processo podem ser utilizadas normalmente e lavadas a mão ou até mesmo em máquina de lavar louça.
Médium Retardador
Serve para retardar o tempo de secagem das tintas Decorfix 150, facilitando sua aplicação e permitindo fazer mesclas de cores com mais facilidade. Adicione algumas gotas à tinta que está sendo utilizada.
Dicas de Aplicação e Queima
1. Antes da pintura:
– Limpe muito bem as peças que serão pintadas lavando-as com água e detergente, enxugando bem e limpando em seguida com álcool. Retire todos os resíduos de gordura, inclusive das mãos
– O uso de vinagre entre a lavagem com água e sabão e a aplicação do álcool para desengordurar é indicada para deixar a superfície levemente mais porosa e, dessa forma, mais fácil de receber a tinta.
– Misture muito bem as tintas dessa linha antes de utilizá-las. Utilize um palito e remova todo o pigmento que fica depositado no fundo do frasco. Esse “fenômeno” chama-se sedimentação e corresponde ao depósito do pigmento (que é mais pesado) no fundo do frasco. Ele é mais comum em tintas líquidas e com pigmento branco – quanto mais líquida a tinta e dependendo da quantidade de branco, mais se observa esse efeito. Isso não significa que a tinta não esteja boa para uso, ela apenas precisa ser bem misturada. Observação: não basta agitar o frasco, é necessário remover o pigmento do fundo com o palito.
2. Durante o trabalho:
– Prefira utilizar pincéis de pêlos macios, próprios para pintura de vidros e porcelanas.
– Como as superfícies mais utilizadas com essa linha são lisas e não aderentes, é comum que fiquem marcas das pinceladas. Evite movimentar demais os pincéis e procure fazer aplicações mais precisas, com poucas pinceladas.
– Utilize um cotonete levemente umedecido ou um borracha de pintura para retirar possíveis excessos e borrões da pintura enquanto as tintas ainda estão úmidas.
– Para fazer sobreposições, traços, e contornos, aguarde secagem completa da tinta que foi aplicada inicialmente antes de aplicar a seguinte. Quanto mais tempo secar, fica muito mais fácil trabalhar.
– Essa tinta não deve ser utilizada sobre a camada anterior não completa seca. Ou trabalha-se em seqüência, com as sobreposições de cores ou se aguarda a secagem completa para aplicar uma segunda demão.
3. Queima das peças:
– Aguarde secagem completa das tintas dessa linha ao ar por 24 horas antes de levar as peças para a queima.
– Coloque as peças pintadas e secas (por 24 horas) no forno doméstico e ligue-o na temperatura de 150 graus. Aguarde cerca de 10 minutos até que o forno atinja essa temperatura e feche a porta. Conte mais 35 minutos a partir desse momento e desligue o forno.
– Deixe que as peças esfriem dentro do forno fechado antes de retirá-las.
4. Limpeza e conservação das peças:
– As peças pintadas com a linha Decorfix 150 pode ser lavadas após a queima, tanto manualmente como em máquina de lavar louça.
– No caso de louças que serão utilizadas para fins domésticos, evite pintar nas áreas em que o alimento será colocado, como no centro dos pratos e na parte interna de canecas, vasos, xícaras, copos etc.
Assista no canal de vídeos do Clube de Artesanato a vídeo aula de pintura em bijuteriais que postamos por lá:

















