Todos os posts de Cristina Bottallo

E as flores chegaram de novo!

Oi, pessoal, boa tarde.

Domingo de feriado sempre é bom, não? Ele vai e logo volta, logo alim na terça…
Eu, na verdade, estou trabalhando esse feriado, amanhã é dia de trabalho em meu ateliê, assim como foi ontem. Mas trabalhar no que a gente gosta não é nada ruim, e, menos ainda quando a gente chega no ateliê logo cedo e é surpreendida com nosso cactos florescendo, com três lindas flores abrindo ao mesmo tempo:

Em pouco mais de uma hora as flores abriram completamente, e são tão lindas, delicadas… Esse cactos já floresceu ano passado, e dá flores apenas uma vez por ano. Muito bom vê-lo em flor novamente, trabalhar fica até mais gostoso…

E, além disso, estou satisfeita porque estou fazendo uma nova revista, mais um projeto bacana para fechar esse ano. Essa publicação, só com trabalhos em papel, tem como destaque a serigrafia (fizemos o passo a passo completo, ficou muito legal!), vários projetos criativos, algumas técnicas inéditas, acho que vocês irão gostar.

Ah, e por falar em revista, aquela que eu fotografei no final de setembro, com a Lu Gastal, está sendo finalizada e será lançada, provavelmente, em janeiro. E essa também, por isso o começo do ano promete. Muito bom, não? Esperem para ver… E um ótimo domingo!


I Bienal de Gravura de Pequenos Formatos

Olá, pessoal, boa noite…

Como prometido, aí vai a matéria sobre a Bienal de Gravura em Buenos Aires.

Confesso que fiquei até na dúvida se deveria ou não ir até lá para ver meu trabalho, mas a vontade era tanta… E, afinal, foi mesmo uma boa, uma ótima ideia. A exposição está linda, os trabalhos são maravilhoso, e eu fui extremamente bem recebida. E sim, eu precisava ver meu trabalho exposto lá, isso tem um significado muito importante para mim. Foi muito bom!


Olhando minha gravura

A exposição está montada na Faculdade de Filosofia, bem no centro de Buenos Aires. O prédio, antigo, é bem bonito.

O organizador da exposição, Carlos Pamparana, Diretor do Museo Nomade de Grabado, Professor e Diretor Licenciado de Artes, me recebeu com muito carinho. Todos os artistas enviaram duas gravuras, uma fará parte do acervo do Centro Cultural da Faculdade e a outra ficará no acervo do Museo Nomade de Grabado.

Foram enviadas mais de 650 gravuras, de artistas de 35 países. Os trabalhos são muito bons, assim como a apresentação da exposição, e ver tudo aquilo só me deixou com mais vontade de trabalhar.
Cada vez mais e mais… valeu!


Mais uma exposição, a décima!

Oi, pessoal, bom dia e boa semana para vocês!

Mais uma exposição, mais um convite. Essa exposição, que faz parte de uma campanha de prevenção do diabetes. A proposta era que os 15 artistas plásticos participantes criassem círculos, que poderiam ser azuis iu não, como o símbolo da campanha mundial de prevenção da doença.

A ABAPC (Associação Brasileira de Artistas Plásticos de Colagem), da qual faço parte, têm participado ativamente de campanhas como essa, e eu preparei o meu trabalho, que segue abaixo, logo após o convite da exposição, que será inaugurada amanhã, dia 08/11, e ficará no Centro de Exposições do Shopping Boulevard Tatuapé até o dia 30/11.


Meu trabalho para essa exposição, “Astro”

Quem puder, passe por lá. Amanhã eu não estarei na inauguração aqui porque irei para a inauguração da Bienal de Gravura, em Buenos Aires. Mas farei fotos nas duas exposições, e depois colocarei tudo aqui. Bom dia para vocês!


Músicas que eu gosto

Oi, pessoal, boa tarde.

Já faz um tempo que estou com vontade de escrever sobre as músicas que eu gosto aqui no blog. Na verdade já falei disso algumas vezes, no meio de algumas conversas e na abertura de alguns posts.

Mas esse é um tema que está sempre em minha cabeça, afinal eu escuto músicas o tempo todo: durante minhas corridas, no ateliê, enquanto trabalho, no carro, dirigindo no trânsito de São Paulo. E a verdade é que nossas vidas ficam muito melhores com música, vocês não acham?

Recentemente eu tive a oportunidade de assistir a três shows de cantores e bandas que gosto muito: primeiro, o show do Lenine, no final de setembro. Adoro o Lenine, adoro suas músicas e sobretudo suas letras. Para mim ele é um poeta, escreve aquilo que eu penso e sinto.

Depois foi o show do Tears For Fears, uma banda dos anos 80 que toca algumas das minhas músicas preferidas, como Woman in Chains, Everebody Wants to Role de World, Advice for the Young at Heart. Assisti-los ao vivo foi muito especial, como sempre é, ir a um show ao vivo. Fiquei realmente emocionada… Estar o mais próxima possível de seus artistas preferidos, respirar o mesmo ar que eles, passar algumas horas juntos (bem, é claro que não funciona assim, mas eu gosto de imaginar isso)… tudo isso é muito bom, e para mim, uma experiência inigualável. Chorei de emoção quando eles começaram a tocar Woman in Chains… Essa é, sem dúvida, uma das minhas músicas preferidas, sempre está presente nas minhas seleções, no meu ipod.

E, fechando com chave de ouro essa excelente temporada de shows, assisti à Sade, no final de outubro. Ela também é a autora de algumas das minhas músicas preferidas, e sempre foi uma das minhas artistas preferidas também. E vê-la ao vivo só confirmou isso, ela é maravilhosa, linda, exuberante, uma verdadeira diva… Que voz, que presença, que linda!

Fiquei realmente encantada… eu costumo dizer que se fosse para escolher alguma personalidade para ser (como se isso fosse possível, né?), eu queria ser a Sade. Nada mal, não? E agora que eu a vi ao vivo, não tenho dúvidas, é ela!

Bem, deixando essas divagações malucas de lado, eu tenho minha seleção de músicas preferidas, naturalmente. Nessa seleção estão aquelas que sempre ouço nas minhas corridas; outras que são minhas músicas preferidas de sempre – aquelas que fazem parte da trilha sonora da minha vida; outras que são as que eu gosto assim, sem nenhum motivo especial…

Algumas delas, estrangeiras:

– Woman in Chains, do Tears for Fears
– Sounds of The Sea, do Renaissance
– Rocket Man, do Elton John (há uma versão dessa música com a Kate Bush que é mais bonita ainda)
– Coming Back to Life, do Pink Floyd
– The Morning Fog, com a Kate Bush
– Why, com a Annie Lenox
– No Ordinary Love, da Sade
– Under Pressure, com o Fred Mercury (Queen) e o David Bowie
– I Still haven’t Found What I’m Looking For, do U2
– Yellow, do Coldplay
– 7 Seconds, do Youssou N’Dour com Neneh Cherry

E entre as músicas brasileiras:

– Silêncio das Estrelas, do Lenine
– Paciência, também do Lenine
– Diariamente, da Marisa Monte
– Quando o amor acontece, do João Bosco
– Águas de Março, do Tom Jobim
– Retrato em Preto e Branco, também do Tom Jobim
– Paralelas, do Belchior
– Beatriz, do Chico Buarque
– Atrás da Porta, também do Chico Buarque

Claro que eu gosto de muitas e muitas outras. Mas essas são as que primeiro me vêem à cabeça, aquelas que eu sempre quero ouvir, e que em todos os momentos da minha vida eu quis ouvir. É isso que chamo de “trilha sonora das nossas vidas”, essas músicas que nos acompanharam em momentos especiais.

Ah, e como eu já disse que adoro shows, sempre adorei, já me preparei para um show imperdível que vai acontecer ano que vem, o show do Roger Waters, do Pink Floyd, no Estádio do Morumbi, aqui em São Paulo, nos dias 31/03 e 01/04/2012, show da turnê The Wall. Maravilhoso! Eu já garanti meu ingresso…

Bom domingo musical para vocês… e até mais!


Bienal de Gravura em Buenos Aires

Olá, pessoal, boa tarde…

Hoje eu queria contar a vocês outra coisa que me deixou muito feliz. No final de setembro enviei dois trabalhos, duas serigrafias, para Buenos Aires, na Argentina, para a BIENAL INTERNACIONAL DE PEQUEÑO FORMATO FRANCISCO PACO URONDO, Centro Cultural da Faculdade de Filosofia e Letras de Buenos Aires e esses trabalhos estarão lá expostos, e depois farão parte do acervo do museu de gravura.

Fiquei duplamente feliz porque adoro gravuras de pequenos formatos, uma modalidade em que os trabalhos devem ter no máximo 10x10cm, às vezes menos, dependendo da exposição.


Árvore em Rosa

O tema das minhas serigrafias, feitas especialmente para essa exposição não poderia ser outro, árvores. Árvores é tudo que tenho feito nesses últimos tempos. Mas gosto disso, gosto da ideia de pegar um tema e explorar ao máximo. E ainda existem tantas possibilidades…


Árvore em Verde

E saber que algumas serigrafias minhas farão parte do acervo um Museu Internacional de Gravura me deixa muito mais feliz ainda. Coisa boa! Ainda estou longe de ser uma grande gravurista, mas estou no meio. Isso é que conta…

Já contei essa história aqui para vocês, enquanto eu ainda estava na faculdade participei das minhas primeiras exposições, sempre com minhas serigrafias, e havia deixado esse universo de lado nos últimos tempos, em função de muitas coisas: do trabalho, da família, do meu próprio desenvolvimento.

Retomar agora com essas exposições é muito importante porque marca uma mudança no foco do meu trabalho que eu já vinha planejando. Vou terminar esse ano com a participação em 10 exposições, sendo 2 individuais, 1 internacional, 2 de arte postal, as demais coletivas, e em todas eu participei com trabalhos diversos como gravura, pintura, colagens, objetos… Estou satisfeita, não posso negar. Mas quero muito mais para o ano que vem.

Não que eu vá deixar o artesanato de lado, nada disso, estou até planejando algumas coisas novas, gravar mais miniaulas e com um formato melhor, desenvolver novas técnicas, e muito mais. Tudo isso está em meus planos. Mas não pretendo abandonar novamente esse universo das exposições.

E visitar essa Bienal em Buenos Aires é uma forma de prestigiar esse novo tempo.


Bonecas de Papel… quem se lembra?

Olá, amigas!
Ok, olá para meus amigos também…
Mas hoje estou pensando mais em minhas amigas, meninas como eu que compartilharam uma brincadeira muito divertida, criativa e de mãos habilidosas, com a nossa cara. Sim, meninos também podiam gostar da brincadeira, é verdade… Mas aposto como éramos, em geral, meninas…


Minha bonequinha de papel preferida

Há alguns anos trás, uns 10 anos, talvez, eu encontrei em um sebo algumas dessas revistinhas de bonecas de papel de recortar. Fiquei muito surpresa na hora, afinal, fazia tanto tempo que eu não via e nem me lembrava mais dessa brincadeira que havia feito parte de toda minha infância, a brincadeira de recortar as bonequinhas de papel e vesti-las com suas roupinhas, que me dei conta que havia passado uns bons anos sem nem sequer me lembrar de o quanto gostava delas… E, naturalmente, comprei uma para mim.


Roupinhas…

Eu tinha virado mãe, dona de casa, micro empresária, por muitos anos não havia mais espaço em minha vida para brincar de bonecas. Mas… será? Eu nunca deixei de gostar de bonecas, na verdade… E até tinha voltado a colecionar minhas bonecas de pano. Mas essas bonequinhas de papel… Ah, havia lago de especial ali. E hoje eu entendo muito bem o que era…


Mais roupinhas…

Era o gosto pelo trabalho manual também, afinal a gente tinha que recortar a bonequinha, recortar as roupinhas, montar a estrutura, imaginar o cenário… E eu fazia verdadeiras casinhas com caixas de papel vazia, que eu imaginava que eram os armários, improvisava cabides de arame para pendurar as roupinhas, fazia até caminhas de papel para aquelas bonecas.


E a roupa de princesa…

Me lembro que meu pai sempre nos levava, eu e meus irmãos, à banca de jornais aos domingos, era dia de ganhar uma “revistinha”. E eu sempre escolhia essas, ou quase sempre. Me lembro que havia uma variedade de coleções, e elas tinham nome! Essa coleção, da “Vanessa”, era uma das minhas preferidas. Eu gostava mais das menininhas com carinhas de meninas de livros americanos, eram tão diferentes de nós (acho que essas coleções eram importadas, apenas traduzidas e impressas aqui no Brasil). Elas era diferentes porque usavam roupas que nós não usávamos, como botas e casacos para neve, capa de chuva com gorrinhos diferentes, luvas… Ah, e havia sempre uma roupa de princesa, como o modelo acima, e aí então eu viajava mesmo… Me imaginava a própria princesa!


Suporte para montar a bonequinha… a gente já fazia um tipo de scrapbook na época, não é mesmo?

Lembro que algumas publicações vinham com as imagens das outras bonequinhas em miniatura na contra capa, para você acompanhar e ver que modelos já tinha e que modelos poderia ter, lembro de ficar comparando os nomes de cada uma delas… Havia aquelas que eu gostava mais, as que eu gostava menos (as que tinham carinhas de bebês eu não gostava tanto…). Lembro que sempre levava essas bonequinhas comigo quando ia passar as férias no sítio do meu avô, e que acabava perdendo ou estragando as bonecas de papel, mas sempre queria outra. E assim foi, por anos e anos… Me lembro até de uma que meu pai trouxe de uma viagem para fora do país, viagens que eram muito raras na época. Ele encontrou uma que se chamava Cristina, e que se parecia muito comigo. Ou pelo menos na minha cabeça de criança parecia…

Ah, bons tempos, que saudades! Eu achei essa revista em meu baú de coisas muito especiais que tenho em minha casa, no meu quarto, dia desses, quando estava procurando um livro antigo. Agora, para completar a “sessão nostalgia”, só falta eu encontrar uma daquelas galinhas de brinquedo que botavam ovinhos de e vinham numa caixinha que imitava um viveiro. Minha mãe sempre comprava para a gente na feira, que fazíamos todos os sábados… Alguém se lembra? Que saudades!