Todos os posts de Cristina Bottallo

Projeto Mestres da Obra

Olá a todos, bom dia!

Hoje é um dia especial, dia de coisa nova e coisa boa acontecendo por aqui…
Hoje eu começo minha participação no projeto Mestres da Obra, uma iniciativa muito bacana do arquiteto Arthur Zobaran Pugliese, de levar arte e educação aos canteiros de obra, ensinando os funcionários de obra (pedreiros, pintores, marceneiros) a produzir e experimentar arte em suas vidas.

No vídeo abaixo vocês poderão saber mais sobre o projeto:

http://terratv.terra.com.br/videos/Noticias/Brasil/4194-382576/Pedreiros-de-SP-fazem-arte-com-restos-de-construcoes.htm

Eu vou participar de quatro encontros, um por semana, durante todo o mês de outubro. E todas as participações serão gravadas – depois vou publicar aqui, naturalmente. Minha proposta é montarmos uma árvore com materiais retirados no canteiro de obras, e que depois será decorada com objetos também retirados de lá, finalizando tudo com pintura. Todos os participantes farão a mesma árvore. Acho que vai ficar muito bom!

Então aguardem os próximos posts.


Arte Postal… e como estou retomando meus trabalhos artísticos

Oi, pessoal, boa tarde…

Há uns dez dias atrás fui à vernissage da exposição de Arte Postal “A Primavera Sempre Virá”, em Santo André, e essa foi uma experiência bem nostálgica para mim. Nostálgica porque minha primeira participação em uma exposição foi exatamente no mesmo local, no Saguão de Exposições do Paço Municipal, em Santo André, minha cidade natal. E foi justamente essa exposição, Artistas Andreenses, no ano de 1986, eu tinha 19 anos. Na época eu ainda me apresentava como Maria Cristina de Carvalho Bottallo (sim, para quem não sabe sou Maria Cristina). Depois, por um tempo, assinei como Cristina de Carvalho (Carvalho é da minha mãe e Bottallo do meu pai). No final, adotei mesmo o Cristina Bottallo, que é mais original, afinal Bottallo não é um sobrenome comum…


Meu primeiro trabalho exposto


Convite da exposição


Texto sobre minha participação na exposição

Observem que meu nome saiu errado no convite, o Bottallo ocm apenas um “L”. E eu não tinha um curriculum, não havia quase nada a dizer…


Contra capa do convite

Mesmo assim me senti muito feliz, naturalmente. Eu apostava em uma carreira como artista plástica, estava na faculdade de artes, era o caminho que eu queria seguir…


Outro trabalho meu daquela época, com a assinatura diferente

No ano seguinte eu me casei, fiquei grávida, suspendi a faculdade por uns meses, e minha vida acabou dando uma guinada para outro lado. Acabei me dedicando ao artesanato, atividade que eu já desenvolvia também, e que me parecia mais fácil de conciliar com a vida doméstica. E calor que foi muito bom, eu me desenvolvi muito nesse meio, pude cuidar dos meus filhos e trabalhar ao mesmo tempo, tive um retorno financeiro mais rápido também. Foi ótimo. Mas a vontade de retomar minha carreira artística permanecia lá, bem guardadinha…

Depois eu terminei a faculdade, montei meu ateliê, abri minha empresa, fui trabalhar com fábricas de tintas e materiais artísticos, viajei, dei muitas aulas por aí, publiquei centenas de matérias em revistas, participei de inúmeros programas de TV, montei meu site, depois esse blog… Enfim, depois de muitos anos dedicados ao artesanato, comecei a ficar bastante tentada a retomar essas exposições, desenvolver meu trabalho artístico e me dedicar a isso um pouco mais.

Como tudo nessa vida eu fui (e estou ) fazendo isso de forma gradativa. Gostei (e gosto muito) muito das minhas conquistas no artesanato, e não vou deixar isso tudo de lado. Mas esse ano eu decidi que iria direcionar mais meu trabalho, e assim têm sido…

Já estou em minha oitava exposição esse ano, e contando as diferentes montagens, já foram 10. Até o final do ano ainda podem aparecer novidades, então posso dizer que me sinto muito realizada.

E participar da exposição de Arte Postal lá em Santo André, no mesmo local da minha primeira exposição, é bem significativo.

Meus amigos artistas: de verde, Douglas Negrisolli; ao lado, Sheila Oliveira; em pé, Elza Carvalho; sentados ao centro, Kamori, mestre do papel e ao seu lado, Arluce Gurjão, que além de artista é minha companheira de yôga; Cristina Suzuki e Isabel Pochini

Conheci esse grupo especialíssimo acima participando, recentemente, de várias exposições. E me senti muito reconfortada por fazer parte de um grupo, por ter retomado meus contatos nesse meio, por reencontrar e encontrar pessoas assim tão especiais. Muito bom, muito bom mesmo…

E abaixo vocês podem ver algumas fotos que tirei na exposição de Arte Postal em Santo André, meu trabalho, o cartaz de abertura, a lista de nomes (alguns, apenas), e alguns painéis com os postais. Ah, inclusive estava lá também o postal da minha seguidora aqui do blog, a Carol Hepe, que ficou sabendo da exposição, mandou seu trabalho e também estava lá. É como sempre digo, essa corrente de pessoas e contatos que vamos conhecendo ao longo da vida é fundamental para nosso desenvolvimento. Eu acredito muito nisso…

Boa tarde a vocês, uma ótima semana. Ah, e amanhã vou trazer uma novidade muito, muito boa, não percam!


Coisinhas boas em mais um final de semana…

Olá a todos, boa tarde!

Que final de semana!
Há tempos não passava um finalzinho de setembro assim, tão bom… Isso porque meu aniversário foi na sexta-feira passada, um dia completamente diferente do padrão para essa época – em meu aniversário costuma fazer frio e chover.


Eu e Darghan, foto de Glau Macedo

Mas nesse ano foi bem diferente, o dia estava lindo, com sol e calor. E eu não posso me queixar nem um pouco, tive um aniversário muito bom, como há tempos não tinha. encontrei meu amigo querido, Marcelo Darghan, com quem almocei ” com exclusividade”, encontrei pessoas queridas do trabalho, e terminei com a família, todos reunidos em um jantar bem agradável. Muito bom!

Aliás, tive um inferno astral, período de 30 dias que antecede o aniversário, muito bom também. Bons projetos de trabalhos, muitos planos para o futuro, a família bem, todos com saúde (o que realmente importa), só coisas boas.

E no meio disso tudo ainda fui procurada pela produção do programa Etecetera, da TV Aparecida, para falar da influência do amor em meu trabalho.


Meu logotipo bordado, foto de Glau Macedo também

Achei bacana o convite porque isso significa que já está bem evidente para as pessoas que meu trabalho é movido pelo amor – amor ao que faço, amor às pessoas, amor à vida. E há no mundo coisa mais importante que o amor?

Pensei muito nisso nesses últimos tempos, com a história da doença do meu pai e de sua recuperação também. Não tenho dúvidas que o que nos moveu durante os tempos difíceis foi o amor por ele, eu e meus irmãos não iríamos desistir de jeito nenhum… E quando fui gravar eu depoimento em homenagem ao meu pai, foi justamente disso que me lembrei, da maior lição que meu pai já me deu, que foi ensinar-me a amar, amar meus pais, meu marido, meus filhos, meus irmãos, meu trabalho…

Sim, sou movida pelo amor. E por isso escolhi como símbolo do meu ateliê um coração, que simboliza isso, esse sentimento que toma conta da gente e nos leva a lugares que nem poderíamos imaginar…

Mas, falando num plano mais real e palpável (sim, o amor e os sentimentos fazem parte do plano de coisas um pouco abstratas, às vezes…), fui convidada a dar meu depoimento nesse programa, que é uma espécie de debate, e que nessa semana terá como tema o amor como influência em diversas expressões artísticas como a música, a poesia, o cinema e as artes plásticas, minha contribuição. O programa irá ao ar amanhã, dia 03 de outubro, a partir das 21h, na TV Aparecida. Eu vou assistir, e convido vocês a assistirem também.

Os trabalhos que inspiraram a produção do programa a me convidar são da série de bustos, o muso e a musa, que já mostrei para vocês. Para essas obras eu me arrisquei até a escrever um pouquinho. Não que eu tenha pretensões de virar escritora, nada disso. Mas a inspiração veio junto com a criação das peças, e confesso, gostei. Os textos seguem abaixo:


Musa

Obra “Musa, Inspiração”:

“Inspiração. É como respirar, algo natural.
Mas não é natural. Não vem sempre, não está simplesmente lá.
Inspirar é levar seu olhar para dentro e enxergar algo novo. E então sair como outra pessoa de lá, daquilo que você viu, e ninguém mais…”


Obra “Faz-me voar” (muso):

“Como podes voar, então leve-me daqui.
Se não podes me levar, então quem irá?
Tuas asas te libertam, mas a mim, aprisionam.
No ar, a inspirar. Inspiração, expiração… você me inspira.
Não tenho medo. Eu vou também.
Sonhei que voava longe, mas você adormecia ao meu lado.
Ou fui eu que adormeci?
Você me tirou do chão. Eu voei também.”


Greve dos Correios

Olá a todos, boa tarde.

Gostaria de dar um recado.
Para quem não está sabendo, os Correios estão em greve há praticamente três semanas. No início era uma greve parcial e eu até consegui postar umas encomendas até o dia 15 de setembro. Mas agora eles estão completamente paralisados, e com isso estão paralisadas as entregas dos produtos da minha LOJA também, por absoluta impossibilidade de enviar os pedidos de outra maneira.
Por isso peço desculpas a todos que fizeram seus pedidos nos últimos dias, assim que a situação se normalizar irei enviar os pedidos e avisar a todos sobre o envio.
Agradeço a compreensão de todos.
Cristina

Próximas ilustrações e um projeto muito especial

Olá a todos, bom dia!

Ontem eu tive uma tarde bem especial, fui visitar a Editora Alpharrabio, em Santo André, local aonde está montada a exposição de Arte Postal “Os Livros” e, coincidentemente, também é a editora pela qual meu pai já publicou alguns livros, um de crônicas e outro de trovas.


Meu pai e Dalila Teles Veras, editora da Alpharrabio, em nossa reunião

Estando lá, aproveitei para mostrar ao meu pai meu trabalho na exposição, é claro…


Novamente na exposição de Arte Postal “Os Livros”

Sobre o livro de trovas do meu pai, acho que já havia mencionado, foi um dos livros que ilustrei, esse com colagens e pinturas em papel.


Trovas Tributárias, por Eduardo Bottallo, ilustrações de Cristina Bottallo

Para quem não conhece, a Trova é um poema monostrófico (contém uma estrofe apenas) com quatro versos heptassílabos (redondilha maior), sem título, que se completa em seus quatro versos.
A trova também é chamada de “quadra” ou “quadrinha”, mas esta sinonímia não é perfeita, uma vez que as regras rígidas da trova não se fazem necessariamente na quadra. Entre os atuais cultores desta forma de poesia, é preferível o termo “trova” como designativo.
Há a necessidade de se diferenciar a trova da quadra que compõe um poema maior, vez que a trova se completa em si, sem aceitar mais nenhuma estrofe.
O esquema rímico da trova é de rimas alternadas (ABAB) ou cruzadas (ABBA). *

* Fonte Wikipédia

O tema desse livro era um pouquinho ingrato, e confesso, me apavorei quando meu pai me pediu para ilustrá-lo. Trovas Tributárias, com impostos como tema? Ai, ai, eu pensei… E depois de quebrar muito a cabeça, acabei resolvendo seguir para uma linha divertida, com colagens. No fim, gostei bastante do resultado. E seguem algumas das trovas e ilustrações abaixo.


Capa do livro, original, sem o texto

A capa eu fiz com uma colagem de diversos papéis pintados com tintas acrílicas brilhantes. O livro mede 15×15 cm, é um formato bem diferente e divertido. As ilustrações eu fiz um pouco maiores, com 21×21 cm. A única colorida é a capa, as páginas internas são todas em preto e branco.


Ilustração da trova para o ISS, Imposto Sobre Serviços

Meu pai escreveu:

(Os prestadores de serviço têm que pagar o ISS, mas nem sempre.)

” A loiraça complacente
só atende a quem merece.
Seu serviço é abrangente
e nem paga o ISS.”


Ilustração da trova para CIDE (contribuição de intervenção no domínio econômico). Hã?

(Cerca de 40% do preço da gasolina é representado por tributos. Um dos que maos pesa chama-se CIDE (contribuição de intervenção no domínio econômico)).

“Naquele posto da esquina,
o motorista decide
pôr “deis pau” de gasolina,
completando com a CIDE.”


Ilustração para a trova sobre o Imposto de Renda

(O apetite do leão é insaciável. Mas ele também é atrapalhado).

“Com linguagem tão confusa,
que não há quem a entenda,
da nossa paciência abusa
a lei do imposto de renda.”

E insidioso:

“Ter que pagar alto imposto,
até que não me amofina.
O que me causa desgosto
é cair na malha fina.”

As ilustrações em preto e branco eu fiz com guache e canetas sobre papel, usando fotocópias de figuras retiradas de livros, jornais e revistas que depois eu pintei, colei e decorei. Gostei do resultado. E as técnicas de desenho e colagem assim são bem interessantes, boas para nossos trabalhos. Tão boas que já estou pensando em uma nova publicação, uma revista, a sair ainda esse ano ou começo do ano que vem, apenas com trabalhos feitos em papel, com técnicas e materiais diferentes. Aguardem mais esse trabalho aqui.

Ah, e para finalizar, o projeto que fechamos com a editora, eu e meu pai, é uma calendário de trovas, que ele já escreveu, uma trova por mês, e que eu irei ilustrar. E o próximo livro, que será publicado ano que vem, será de trovas líricas e filosóficas, também já escritas, em fase de revisão.

Bom, não? E é como a Dalila, editora, falou ontem, durante nossa reunião: enquanto você tem projetos e faz planos, você não envelhece. Muito bom! É isso aí, pai!


Matéria na Make! E mais uma coisinha muito bacana…

Olá, pessoal, boa noite.

Que correria! Meus últimos dias foram (têm sido) muito cheios, longos e produtivos. O que é bom, naturalmente… Mas sobre menos tempo para dedicar ao blog, infelizmente…

Mas não posso deixar passar alguns momentos, certo? Por isso escrevo para contar as novidades…


Nova edição da Make nas bancas

Acaba de sair a nova edição da Make, do mês de outubro, já com matérias para o Natal. E essa edição traz uma matéria com minhas árvores pintadas e decoradas, uma matéria de Dsign/Make. Ficou muito legal!


Matéria na Make

As fotos da Make são incríveis, fica tudo mais bonito ainda… E sair nessa revista, que é a melhor do Brasil, não é nada mal! Eu fico toda feliz! Obrigada, Rita Paiva, pelo convite e pelo espaço em sua revista. E muito obrigada a você e toda sua equipe…


E mais matéria…

Para quem ainda não conhece(vá correndo buscar a sua na banca!), a Make é a revista mais moderna e inovadora de decoração, design, trabalhos manuais, moda, culinária em bem viver. Com um diagramação especial, a Make é uma revista de ideias, com as fotos incríveis da Cacá Bratke e textos no caderno Modo de Fazer. Muito bom participar dessa publicação!

Bem, a outra novidade que eu queria comentar com vocês e o lindo post que a Lu Gastal publicou hoje me seu blog sobre nosso projeto coletivo, sobre as “três gurias apaixonadas”… vejam no http://www.lugastal.com.br/
Ficou muito bacana!