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PINTURA EM MALETA COM MOTIVOS GEOMETRICOS

Oi, pessoal, boa tarde!

Semana passada apresentei uma aula da Rede Vida, no programa Vida Melhor, de uma pintura em estojo. Pois bem, na véspera eu havia gravado em meu ateliê a aula abaixo, de uma pintura em maleta.

A técnica é a mesma, apenas mudam os motivos e cores. Então se você gostou e quer rever, aproveite e veja no link abaixo ou na página MINIAUALAS, aqui no blog, em tela maior.

E se você não viu, aproveite para aprender agora:

E fique de olho que nessa semana ainda publicarei uma MINIAULA inédita por aqui. Ah, e se você gostou dessa maleta, eu tenho para venda em minha loja, com ou sem pintura… Vejam no link ao lado.


Minhas Exposições

Oi, pessoal, boa noite!

Colocando minhas coisas em dia por aqui, queria contar sobre as novidades para vocês.

A primeira, e melhor, é que em junho estarei com nova exposição dos meus Relicários de Frida Kahlo, dessa vez no Espaço das Artes do Shopping Boulevard Tatuapé. Estou bem feliz, afinal é uma exposição individual. Uêba! Já estou preparando novas peças, e trabalho não vai faltar nas próximas semanas…

Um dos meus Relicários de Frida Kahlo

Também fui vistar a Exposição “Procura-se um Muso”, lá no shopping. Adorei fazer esse trabalho, e é muito bom vê-lo passeando por aí, assim mais pessoas poderão apreciá-lo também…


Eu e meu trabalho “Faz-me voar”

E, por fim, a Exposição das Árvores Familiares também vai “passear” pelo interior de São Paulo. Ainda não sei para qual cidade, mas avisarei vocês, com certeza. POr enquanto, vejam, as fotos que fiz por lá:






Exposições que visitei

Oi, pessoal, bom dia, e mais uma ótima semana para vocês…

Bem, eu falei para vocês que iria tirar o sábado para visitar umas exposições por aqui, e foi exatamente o que fiz. E meu sábado foi muito bacana…

Comecei visitando no MASP (Museu de Arte de São Paulo) a Exposição “Seis Bilhões de Outros”, uma vídeo-esposição de Yann Arthus-Bertrand e da Fundação GoogPlanet. Nesse projeto, Yann exibe as entrevistas que fez com 5.600 pessoas de 78 países, sempre fazendo as mesmas perguntas, desde as mais simples como qual é seu nome e sua profissão até quais os momentos mais marcantes de sua vida, o que significa sua família para você e coisas assim.

A gente entra em tendas temáticas, divididas pelos temas das perguntas, e vai escutando as pessoas responderem às perguntas em seu próprio idioma, com legendas. É muito interessante e muito emocionante, porque são pessoas de todos os tipos, aparências, pessoas simples, comuns. Dá uma dimensão diferente para nossas vidas, para o que significamos.

Eu adorei, tanto que comecei e terminei o dia por lá… como o ingresso do Museu vale para o dia todo, fui lá pela manhã, depois fiz meu roteiro e visitei outras exposições e ainda voltei no finalzinho do dia para ver mais um pouco. Vale a pena, eu recomendo. Essa exposição ficará no MASP até o dia 10 de julho de 2011, mas também pode ser vista no site www.6bilhoesdeoutros.org

Aliás, agente também pode entrar e deixar nossos depoimentos no site, muito bacana mesmo.

Continuei meu sábado de exposições visitando a SP Estampa 2011, evento que acontece ainda durante essa semana em vários locais aqui em São Paulo, e que prestigia os trabalhos feitos em papel, sobretudo gravuras, ilustrações, encadernações e envolve diversos ateliês, galerias e escolas. Eu visitei a casa Gravura Brasileira, em Perdizes, e vocês podem saber mais sobre o evento no www.gravurabrasileira.com.br
Vai até o dia 14 de maio, com muitos workshops, palestras e cursos. Ah, e essa semana também acontece aqui em São Paulo a SP- Arte 2011, Feira Internacional de Arte de São Paulo, evento que reúne galerias as principais galerias do Brasil. Será no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, de 12 a 15 de maio.

Depois de passar pela Casa da Gravura fui prestigiar uma artista, fotógrafa e amiga minha, a Sheila de Oliveira, que está particiapando da coletiva “Asas” no Espaço Pantemporâneo, com uma fotografia trabalhada com nanquim muito interessante. Mais informações sobre essa exposição no www.pantemporaneo.com.br

Voltei ao MASP para ver a exposição PAPÉIS BRASILEIROS: GRAVURA 1910-2008 – COLEÇÃO ACERVO MASP, em cartaz no 1o. andar do museu. Como vocês já sabem eu adoro gravura, e queria muito ver esses trabalhos reunidos em um só espaço. Algumas das obras expostas eu já tinha visto em outras visitas ao museu, mas valeu a pena ver a exposição e aproveitar para dar mais uma olhadinha na “Seis Bilhões de Outros”, como falei no início do post. No final do dia eu estava cansada (além de ter andado um pouco a pé, o trânsito em SP estava bem chatinho na véspera do Dia das Mães) mas bem satisfeita – afinal, fiz meu roteiro, como programado… Ainda ficou faltando ver a exposição do Leonilson no Itaú Cultural, mas essa semana eu vou, sem falta. E assim cumpro meu “roteiro das artes” por aqui.

Muito bom!


Um pouquinho de conversa… de novo!

Oi, pessoal, bom dia!

E um ótimo sábado para todas (os) vocês. Ah, como são bons os sábados, não é mesmo? Dia de passear, de fazer coisas diferentes daquelas que fazemos todos os outros dias da semana, dia de organizar as coisas, de fazer só o que a gente gosta e quer, ou mesmo dia de não fazer nada.

Minha semana foi super corrida, mal pude aproveitar o “momento”, a publicação dos meus primeiros vídeos com entrevistas com artesãos e pessoas ligadas à arte e ao artesanato, projeto a que pretendo me dedicar esse ano, como já falei a vocês… Mas quero dizer que muito ainda virá pela frente, e meus textos do Guia Bons Negócios continuarão, ainda vou falar sobre a montagem de um ateliê, sobre como abrir uma empresa, se esse é ou não a melhor opção, sobre as alternativas para vendas através de entidades que apóiam a produção artesanal e muito mais, então fiquem por perto, logo esses temas estarão aqui.

Estou passando por um período de concentração e muita produção, ainda esse mês gravarei mais dois DVDs, o segundo com a técnica Bauernmalerei, dessa vez focando a composição de motivos, para que vocês possam aprender a criar seus próprios riscos. E o segundo de estudo das cores com a aplicação prática na pintura de mandalas, com técnicas diferentes em vitral, tela e papel, e muitas orientações sobre como fazer composições com cores.

Claro que por conta disso ando com menos tempo para o “bloguito”, mas é uma fase, vocês devem entender… Tudo é cíclico, as coisas estão sempre se transformando e nada (ou quase nada) é definitivo, certo?

Pois é… e pensando nisso, quero contar uma coisa a vocês. Quem me acompanha aqui sabe que meu pai sofreu um acidente ano passado, uma queda, fraturou a coluna e teve uma lesão bem séria na cabeça. Então, na segunda-feira, dia 09 de maio, vai fazer um ano que esse acidente aconteceu. Um ano! E foi justamente no domingo do Dia das Mães do ano passado…

Meu pai ficou internado por mais de 10 meses, passou por 10 cirurgias muito sérias, ficou em coma por quase 2 meses, na UTI por 4 meses, teve alta 3 vezes mas em todas essas ocasiões acabou voltando para o hospital em poucos dias, enfim, travou uma luta e tanto. Mas agora finalmente, parece que ele está realmente se recuperando. Está em casa há cerca de um mês, começando a andar com ajuda de aparelhos, e, o melhor, voltando a trabalhar, a escrever suas trovas e levar sua vida com as coisas que ele gosta. Nada mal…

Esse ano foi especial, diferente, difícil. Mas estamos aqui, ele está aqui, e isso é muito bom. Para mim, contar com vocês e esse blog foi fundamental. Sem isso, sem meu trabalho, eu não teria conseguido. Mais uma vez, obrigada.

E chega de conversa séria, hoje é dia de diversão! Vou tirar o dia de hoje para fazer um roteiro artístico por São Paulo e visitar uma série de exposições. Amanhã conto tudo para vocês. Até!


Entrevista Oficina de Artes Boracea

Bom dia!

Hoje eu apresento a última entrevista que fiz na Craft, e que mostra outra experiência diferente de trabalho com o artesanato. Assistam ao vídeo:

A Oficina de Artes Boracea foi fundada e é administrada por pessoas que estavam em situação de risco e encontraram no artesanato uma alternativa de vida através do trabalho consciente e com consciência ambiental, uma vez que trabalham com objetos feitos com jornal.

A Oficina é uma espécie de cooperativa, um grupo fechado de artesãos que criaram um método especial para se trabalhar com o material, criando peças exclusivas, com design diferenciado e acabamento primoroso, inclusive pela durabilidade, afinal eles pesquisaram
um tipo de pintura bastante resistente, produzindo peças utilitárias variadas. As peças sµao muito bonitas, eu adorei!

Oficina Boracea
www.oficinadeartesboracea.com.br
tel: 11 3337-3799
Contato – Mauro ou Márcia
oficinadeartesboracea@ymail.com


Guia Bons Negócios – Como calcular o preço de venda de seu trabalho

O Cálculo do Preço de Venda

Essa é uma questão bastante importante, uma vez que quase sempre os artesãos não sabem como avaliar seu trabalho e calcular o preço de seu produto. É fundamental que o preço esteja de acordo com o mercado local e com o seu custo de produção e, por isso, você vai precisar levantar algumas informações. Para evitar possíveis erros de cálculo, você deverá levar em conta o preço de mercado dos produtos similares ao que você produz (se houver), o tempo de execução de cada peça e sua capacidade de produção.

Para chegar ao preço final você deve calcular todo o gasto com os materiais que foram utilizados para a execução de determinada peça, levando em conta não apenas os custos diretos (preço da peça bruta, incluindo acabamento e apresentação), mas também os indiretos (gastos com energia, água, telefone, publicidade, aluguel do local de trabalho, se for o caso). Você deve então multiplicar esse valor por três para encontrar seu preço final de venda.

Uma regrinha quase sempre utilizada pelos artesãos é a “multiplicar por três”. Nessa regra, o preço final do produto é composto por três partes iguais, uma representando o custo do material, a segunda o trabalho necessário para sua produção e a terceira corresponde ao seu ganho real ou lucro. Veja o exemplo abaixo:

Custo de uma caixa de madeira pirografada:
– preço da caixa bruta R$3,50
– gastos com tintas (valor estimado) R$0,50
– gasto com o papel para forrar a caixa R$0,20
– gasto com a energia para funcionamento do pirógrafo R$0,40
custo total da peça R$4,60

preço final de venda, baseando-se na regra “multiplica por três”
R$4,60 X 3 = R$13,80

Essa maneira de calcular o preço de venda é bastante simplificada, mas pode tranquilamente ser aplicada por quem está se iniciando nos negócios.

Você pode também estabelecer o preço de venda do seu produto de acordo com sua capacidade de produção. Para calcular a capacidade de produção some quantas peças você produz por mês e divida pelo número de horas trabalhadas. Caso determinado produto precise de muitas horas para ser concluído, você deverá acrescentar um ou mais fatores de multiplicação, de forma que o preço de venda seja equivalente a 4 ou mais vezes o gasto de produção. Quanto mais trabalhoso o produto e, portanto, menor sua capacidade de produção, mais elevado deverá ser o preço de venda.

Em contrapartida, trabalhos muito simples de ser confeccionados, permitindo uma capacidade de produção bem maior, deverão ter um preço de venda bem inferior, muitas vezes nem atingindo 3 vezes o valor de custo, como no caso do exemplo acima citado. Veja os exemplos abaixo:

Exemplo 1
Custo de um quadrinho bordado de Ponto Cruz – tempo de trabalho: 10 horas.
– gasto com materiais (tecido e linhas) R$2,00
– gasto com a moldura R$4,00
custo total da peça R$6,00

preço final de venda, baseando-se na regra “multiplica por três”
R$6,00 X 3 = R$18,00

Preço real a ser cobrado: em função das muitas horas necessárias para a realização desse trabalho, utilizamos 5 como fator de multiplicação do preço de custo, chegando ao preço de venda de R$30,00

Exemplo 2
Custo de um pano de prato pintado com stencil – tempo de trabalho: 20 minutos.
– gasto com tintas R$0,50
– gasto com o pano de prato (simples, só com viés) R$2,00
custo total da peça R$2,50

preço final de venda, baseando-se na regra “multiplica por três”
R$2,50 X 3 = R$7,50

Preço real a ser cobrado: em função do pouco tempo necessário para fazer cada pano de prato e da possibilidade de fazer muitas peças com o mesmo material, além da pesquisa de mercado demonstrando que há muitas opções de produtos similares no mercado, não vamos utilizar o fato 3 para multiplicação, mas calcular o preço de venda pelo dobro do custo total da peça, chegando ao preço de R$5,00

Outra maneira de estabelecer o preço de venda de um produto é calcular quantas peças você tem capacidade de produzir por mês e determinar o quanto você gostaria de ter de rendimento mensal, como se fosse um salário. Nesse caso, você deve acrescentar ao valor gasto com o custo do material o valor unitário de ganho para cada peça. Veja o exemplo abaixo:

O artesão produz 150 peças mensais e deseja receber um rendimento de R$1.200,00 com seu trabalho.
1.200 reais divididos por 150 peças correspondem a R$8,00 de ganho real por peça. O custo de produção de cada peça, já considerando todos os gastos diretos e indiretos, é de R$6,00.

O preço de cada peça fica em:
– custo de produção R$6,00
– ganho real por peça R$8,00
– preço de venda final R$14,00

Essa maneira de se calcular o preço de venda é muito eficaz quando o artesão tem uma capacidade limitada de produção e um comprador frequënte, como uma ou mais determinadas lojas que compram toda sua produção. Ele tem a venda garantida e pode estabelecer quanto quer ganhar com seu artesanato por mês, sem se preocupar em buscar clientes, já que tem seus compradores regulares.

Outra questão que pode influenciar muito o cálculo do preço de venda dos seus produtos é o tipo de cliente que você possui. Se você vai vender para lojas diversas ou revendedores, o seu preço de venda deve ser mais baixo, uma vez que esses revendedores irão cobrar dos clientes finais o custo com a peça feita por você e o lucro de cada um deles. Em geral, as lojas colocam de 50 a 100% em cima do valor cobrado pelo artesão. Nesse caso, uma peça que você fornece ao revendedor por R$10,00 será vendida por um valor entre R$15,00 e R$20,00. Se o seu preço for muito elevado, o preço final da peça ficará muito alto e os produtos não serão vendidos. Como nesses casos as lojas compram em quantidade maior e com freqüência, vale a pena colocar um preço mais baixo para garantir a venda.

Caso o seu cliente seja o comprador final, considerando que você já tem um ponto de venda próprio ou vende pessoalmente seus trabalhos para os interessados, o preço dos seus produtos pode ser um pouco mais elevado, já que não há nenhum intermediário entre você, o produtos, e o consumidor final.

Veja abaixo um resumo das regras básicas de cálculo de preço de venda de produtos artesanais:

– Você pode calcular o preço de venda multiplicando por 3 o valor gasto com a confecção de cada peça, em casos normais de produção;
– Produtos que tenham um custo de produção alto mas que sejam fáceis de fazer, tomando pouco tempo do seu trabalho, devem ter seu preço calculado baseando-se apenas em duas vezes o valor gasto com a produção, pois, do contrário, seu preço ficaria muito elevado e você teria dificuldade em vendê-los;
– Produtos que levam muito tempo para ser confeccionados podem ter seu custo de produção multiplicado por mais vezes para que se encontre um preço de venda que compense o tempo despendido para confeccioná-lo;
– Produtos com o custo de produção muito baixos podem ter seu preço calculado com fatores de multiplicação maiores que 3, de acordo com o mercado e suas necessidades;
– O preço de venda pode variar de acordo com o tipo de cliente que você possui: lojas e revendedores pedem um preço mais baixo e clientes finais podem ter um preço de venda um pouco maior;
– Você deve pesquisar na região em que pretende atuar o valor de mercado de produtos similares aos que você confecciona. Se o produto que você faz tem muita concorrência, o preço deve acompanhar o mercado para que você não fique atrás e tenha dificuldade em vender seu trabalho.
– Cuidado ao oferecer descontos sobre os preços dos seus produtos. Tenha em mente o valor mínimo de venda, ou seja, o preço mínimo que você deve cobrar por um produto de maneira que você consiga cobrir todos os gastos diretos e indiretos com a produção do mesmo, incluindo gastos com transporte, embalagem, publicidade, etc.

Claro que não é possível esgotar um tema complexo como esse em um resumo tão simplificado, mas com as orientações acima acho que já é possível você ter uma boa base para começar. Pesquise mais o assunto, procure um curso, uma orientação mais completa e olhe seu trabalho com profissionalismo. É possível crescer, acredite. E até amanhã, com mai conversa por aqui…