Arquivo da categoria: Conversando

Trova de Agosto

A trova de agosto que meu pai fez para seu calendário é minha preferida…
Acho bacana a mensagem, a vida em que ser assim mesmo, a gente correndo atrás…

E você, o que acha?

“Não traz proveito a ninguém
Passar a vida esperando.
Quando não vier o trem,
Siga os trilhos… caminhando.”

Eduardo Bottallo


Mais um projeto em escola

Outro contato que recebi esse ano foi da professora de artes Cristiane Soares, do fundamental I da Escola Núcleo da Criança, que fica em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Ela me procurou no primeiro semestre dizendo que gostaria de trabalhar com minhas pinturas e seus alunos para uma exposição que aconteceria na metade do ano, em junho.

O resultado do trabalho aparece nas fotos que ela me enviou:

A professora registrou todo trabalho, e montou vários painéis bem legais para a exposição, que apresentava além dos trabalhos finalizados dos alunos, todo processo de confecção durante as aulas.

Também foram montados alguns painéis com reproduções das minhas pinturas, minha foto e um pequeno histórico do meu trabalho. Que honra!

Mas, sem dúvida, o que eu mais gostei foi ver a interpretação que os pequenos alunos fizeram das minhas pinturas, utilizando técnicas de colagem, desenho e pintura também.
Muito bom!

Não é para ficar feliz da vida?
Coisa boa!


Julho no calendário

De novo o mês começou, já passou da metade e acabei não publicando o calendário de julho com a trova do meu pai.
Mas aí vai, de novo atrasado, mas valendo:

E para quem não conhece o calendário, meu pai escreve trovas e eu ilustro… Nesse ano o tema é essa frase formada pelas capas de cada mês:

Aproveitem a dica! 😉


Auto-retrato

Toda vez que alguém pergunta o meu nome e eu respondo “Cristina”, sinto uma sensação de enorme estranheza.

Cristina.

Poderia dizer Valéria, Júlia, Daniela, Luzia, Rita… qualquer nome poderia ser o meu, mas o meu nome é Cristina.

Será que quando respondo a alguém que ainda não me conhece “Cristina”, estou conseguindo dizer a essa pessoa quem eu sou, de fato? Oito letras dispostas assim, nessa ordem “C-R-I-S-T-I-N-A” vão conseguir dizer a essa pessoa, naquele minuto, quem eu sou?

E as outras tantas cristinas que existem por aí, o que elas guardam em comum comigo, além do nome (ou parte dele)?

“Eu tenho uma prima chamada Cristina”, essa pessoa poderá dizer… ou “Minha vizinha se chama Cristina”… Mas e que importância isso tem, se as outras márcias, cláudias, lucianas e déboras que você conhece não foram citadas nessa conversa, e eu guardo as mesmas não-semelhanças com elas?

Pois é, complicado…

Escuto meu nome e penso em meus pais, escolhendo meu nome – e nesse caso é fácil – me chamo Cristina porque minha mãe nasceu na cidade de Cristina, em Minas Gerais. Se minha mãe tive nascido em Anápolis, eu me chamaria Ana? Ou em Silvianópolis, eu seria a Sílvia? E se eu fosse a Ana, ou a Sílvia, eu seria a mesma Cristina, essa pessoa que sou agora? Mas se minha mãe tivesse nascido em qualquer outro lugar, será que eu teria nascido?

Aiaiai… começo a pensar e me perco, sem respostas.

Eu sou Cristina, essa Cristina.

Quando me vejo em uma foto certamente vejo a mesma imagem que todas as outras pessoas vêm também, mas eu não me vejo de fato, e nem poderia, afinal eu não tenho a mesma perspectiva que as pessoas têm de mim.

Eu não vejo a Cristina, eu vejo o mundo através da Cristina, então como posso me reconhecer naquela foto?

Nunca me reconheço.

Olho, curiosa, uma versão de mim que as pessoas enxergam e me pergunto: quem sou eu, afinal?

Preciso fazer um auto-retrato.


Trova de Junho

Esse mês chegou tão, tão rápido que nem me dei conta…
Antes dele terminar, aí vai a página do calendário do mês de junho, com a trova do meu pai:

“Quem navega em mar de sonho
É sempre moço, faceiro.
Tem jeito manso, risonho,
Coração de marinheiro.”
Eduardo Bottallo