Bom dia, gente querida que me acompanha aqui!
Escrevo em uma manhã de domingo linda e muito fria. O inverno ainda não chegou, mas tem anos em que o mês de junho chega a ser mais frio que julho, e esse não está diferente.

Nosso vizinho aqui no sítio tem, bem na entrada de seu sítio, um totem de pedras, esse da foto acima. E em nossas caminhadas sempre passamos por ele.
Eu, que adoro pedras, me encanto com essa tradição tão humana, e da qual não se sabe muito, a de empilhar pedras. Esses totens sempre foram vistos, em diversos momentos da nossa história, e há muitas explicações: seria um jeito de marcar o caminho para os que ainda passarão por lá; para outros, seria como uma homenagem a pessoas que já partiram, um jeito de indicar que alguém acabou encontrando sua passagem final naquele ponto. Não se sabe ao certo a origem, porque as pedras são manipuladas, e os motivos, se não foram ditos no momento, sempre poderão ser uma interpretação do observador. Para outros, seria um ritual de meditação, em que o “empilhador” de pedras procura o equilíbrio metafórico da vida enquanto equilibra pedras reais.
Hoje em dia a gente vê muitos desses totens em paisagens turísticas, mas aí creio que é só para fazer a foto mesmo… rs.
O fato é que empilhar pedras é sim um ato meditativo, é também uma referência a um momento especial e pode ser um hobby para muitos. Por que não, afinal?

Eu resolvi empilhar pedras também, mas de um jeito diferente… Que tal fazermos pedras pintadas em aquarela, e depois, com elas algumas colagens, como na foto acima? Vamos lá!

Para começar, em uma folha de papel para aquarela, pinte manchas ovaladas em tamanhos diferentes. Experimente combinar cores, utilize aquarelas metálicas e guache branco também, para criar texturas e padrões únicos. E, sobretudo, divirta-se enquanto pinta. Isso é o mais importante!

Em seguida, recorte essas pedras que você pintou, e ajuste os formatos e tamanhos, para que uma encaixe sobre a outra. Faça várias combinações, experimentando cores e padrões diferentes. Você pode fazer totens com as mesmas cores de pedrinhas, ou combinar cores diferentes. Nessa hora, divirta-se brincando com as cores, pois isso é muito bacana também!

Escolhidas as suas pedrinhas, cole-as em uma folha avulsa ou em seu caderno de artista, que é um diário seu, de suas práticas e criações.
Eu gosto de usar canetas finas, de nanquim, para completar os desenhos, e aqui fiz os musguinhos e plantas que sobem pelas pedras, assim como a linha do chão.

E seu totem de pedras está pronto! Além da graça de empilhar pedras, você ainda pode se deliciar com a pintura com aquarelas, um jeito divertido de mexer com cores, tintas e materiais de arte.
Seu totem de pedras pode ser também um amuleto criativo: quando você estiver travada (o), sem muita ideia do que fazer, olhe para seu totem, e lembre-se de como esse objeto – uma escultura carregada de significados e feita por você, buscando o equilíbrio ao posicionar pedra sobre pedra – pode servir de estímulo para você continuar caminhando, sempre com muita leveza e buscando na arte, em uma prática criativa, um jeito de deixar sua marca pelo caminho também.
E lembre-se disso, as práticas artísticas fazem bem para todos nós, humanos, e não é preciso ser artista para se beneficiar dela. Basta ser humano.
Uma ótima semana, e que você encontre muitas pedras inspiradoras em seu caminho!