Essa semana foi semana de arrumação aqui no meu ateliê, no ateliê da minha casa, nas minhas gavetas, guarda-roupa e papelada…
De vez em quando a gente precisa fazer essas arrumações, não é mesmo?
Eu estava com tanta coisa acumulada e mal guardada aqui no ateliê, que uma das salas estava literalmente interditada, não dava nem para andar. Com as coisas no lugar tudo fica melhor, e o espaço aberto servirá para a produção de novas peças e novos trabalhos.
Tem hora que tudo que a gente precisa é disso, abrir espaço para o novo…

Pois nessa de arrumar tudo, cheguei ao meu mais antigo baú, aquele onde guardo minhas revistas, publicações, fotos e arquivos do meu trabalho em todos os meus 26, 27 anos de carreira… e quanta coisa!
Rever as publicações é legal, vejo o quanto eu fui mudando, como meu trabalho foi evoluindo, melhorando…
E mais, vejo quanta coisa eu já fiz! Tanta coisa que até assusta!

E olha que essa é só uma parte, porque muita coisa que fiz enquanto trabalhava para as empresas Acrilex e Corfix acabei não guardando, são coisas que ficaram nas empresas. Mesmo assim é um montão de coisas, afinal minha primeira matéria em uma revista foi em 1988.
Deve ter gente aqui lendo esse post e que nem tinha nascido ainda!

Meu primeiro baú
Mas o mais curioso de tudo foi “achar” no meio da bagunça daquele quarto que estava interditado meu baú, o primeiro baú que pintei com algo parecido com a pintura bauernmalerei, que me acompanha nesses anos todos e guarda meu arquivo.
Olhando para ele vejo claramente como eu melhorei na pintura.
Ele é visivelmente uma das minhas primeiras peças, os arranjos meio tímidos, as flores meio desencaixadas, as pinceladas imprecisas… Mas é bom ter como comparar uma peça de anos atrás com as peças que fiz mais recentemente.

A pintura, como toda técnica, pode ser aprimorada, e quanto mais a gente pratica, melhor fica. Por isso sempre falo, praticar é fundamental, e aprender é para todos. O que a gente não pode nunca é achar que não está bom e desistir. Se a gente não insiste e segue adiante, nunca vai ficar bom, acreditem.
E quer saber? Adoro o meu primeiro baú!
Ele têm história, uma história comigo, me acompanha em meus diferentes ateliês, desde o primeiro, ainda na minha casa, e espero que continue me acompanhado por muito tempo ainda, com suas pinceladas tortinhas e flores meio esquisitas.
Gosto dele assim mesmo, com suas imperfeições e esquisitices, poisnele é exatamente como nós somos. 🙂