Todos os posts de Cristina Bottallo

Painel com Pintura Barroca

Relembrando as primeiras pinturas que fiz, encontrei esse quadrinho de madeira com a técnica de pintura barroca, que fazia parte de uma parede/mostruário de técnicas que tive em meus dois primeiros ateliês.

pintura 2

Esse painel, que mede apenas 20×20 cm, ficou com um efeito bem interessante.
Como eu pintei o fundo com tintas acrílicas aplicadas com um rolinho de espuma, textura da pintura, com micro bolhas de tinta que depois de secas ficaram com um efeito de bolinhas estouradas, ao fazer o envelhecimento com o médium envelhecedor, essas bolinhas ficaram mais evidentes, dando esta textura tão particular.

pintura 3

Esse é um efeito que pode ser explorado, naturalmente.
Quando fazemos o envelhecimento em peças muito lisas, como um MDF, ele tende a não ficar tão bonito, pelo menos não na minha opinião. Isso porque a superfície lisa acaba não absorvendo o envelhecedor de maneira natural, e acaba deixando mais marcas das pinceladas do que da textura do material.

pintura 4

Quando o envelhecimento é feito em peças de madeira natural ele fica muito mais bonito. A madeira tem texturas, absorve o envelhecedor de maneira não uniforme, umas partes ficam mais claras, outras naturalmente mais escuras, e ao lixarmos a peça, os veios da madeira aparecem e o trabalho fica realmente muito bonito.

Na peça desse post toda textura obtida foi resultado do fundo aplicado com rolinho. Esse é um efeito particular que pode ser explorado, de acordo com o resultado que você quiser obter.
Vale como exemplo.

Por hoje é isso. 😀


Estava aqui pensando…

Hoje me deu vontade de escrever e bater papo, então vamos lá…

Nesse final de semana eu trabalhei sábado e domingo, o dia todo. Passei os dias fora, e mal vi minha família. Meus filhos também estavam ocupados com seus compromissos, então não nos encontramos mesmo…
Bem, o fato é que terminei tudo no domingo já tarde, umas 20h40. Estava super cansada, com frio, sono e um pouco de fome, mas o cansaço era ainda maior. Meu desejo era ir para casa, comer algo rápido, tomar um banho quentinho e dormir o quanto antes.

Mas aí eu cheguei lá e estavam todos me esperando para jantar. Marido, filhos, filha, namorado da filha, noiva do filho. Não teve jeito, pedi uma pizza, arrumei a mesa e nos sentamos para conversar. Todos tinham coisas para contar do final de semana, da semana toda. A conversa estava animada, divertida, a gente foi comendo, conversando, dando risada…

Falamos um pouco de tudo, do que tínhamos feito, do que ainda iríamos fazer, dos planos para o ano que vem, dos nossos cães, coisas da família, coisas que vimos na internet, coisas do dia a dia e coisas sem importância, mas engraçadas, curiosas. Falamos todos, e muito, e conversamos sobre tudo, tudo que se possa imaginar. Acabamos ficando por mais de duas horas na mesa, e eu fui dormir bem mais tarde do que havia planejado, mas estava contente, adoro essas conversas em família, e felizmente nós temos o hábito de jantarmos juntos, e sempre é muito bom.

Hoje acordei meio sonada, perdi a hora, mas estava realmente contente.
A conversa em família na véspera tinha sido muito boa, e eu pensei que tinha valido a pena, tinha sido muito bom “fechar a semana” com o jantar de ontem.
Aí, por coincidência, tomando meu café da manhã e lendo o jornal, encontro um artigo da psicanalista Anna Veronica Mautner Refeição em Família,, que fala exatamente da importância desse hábito, da família se reunir à mesa, para a construção de cada um dos indivíduos, e, desse modo, para a construção da família.

Em casa a gente vêm praticando isso, felizmente, desde sempre.
Nossos filhos já são adultos, mas ainda conseguimos manter essa tradição de nos reunirmos em pelo menos uma das refeições, o jantar, quase todos os dias da semana. Em breve eles vão seguir suas vidas e sair de nossa casa, e naturalmente será mais difícil continuarmos com esse hábito, mas tenho certeza que vamos procurar uma forma de nos reunirmos, sempre que possível, para nos alimentarmos uns dos outros, para nos conhecermos sempre, para nos entendermos, enfim, para continuarmos construindo nossa família.

E quando eles não estiverem mais morando conosco, espero que levem para suas próprias casas o mesmo hábito, que procurem estar juntos, com quem quer que eles constituam suas famílias. Essa é, se dúvida, uma das coisas mais preciosas que temos. Nesses últimos dias, em que eu passei pela triste experiência de perder minha mãe, são essas pequenas coisas do cotidiano, como sentar-se à mesa com minha família pelo menos uma vez ao dia, ou sair de casa de manhã cedo para fazer minha atividade física todos os dias, ou voltar para casa e brincar com meus cães e coelha, são essas pequenas coisas que me dão “chão”, apoio e força para seguir em frente.

Ah, e sobre o que ando fazendo no trabalho, ainda não posso contar, mas tenho certeza que vocês vão adorar.
Será em outubro. 😀


Como o tempo e a prática fazem diferença…

Já faz algumas semanas que encontrei na casa do meu pai uma das primeiras peças que pintei coma técnica do Barroco Mineiro, uma variação do Bauernmalerei, de que muito já falei pro aqui…

antigo

Eu aprendi essa pintura no final dos anos 80, lá para 1989. As primeiras referências que encontrei foram em um encarte da revista Manequim, e a técnica era ensinada pela minha primeira professora, já falecida, Norma Donato. Eu simplesmente me apaixonei pela técnica e fui atrás, primeiro fazendo tudo sozinha, como auto-didata, depois fiz uma aula com professora Norma, e foi só o que eu pude fazer, na época eu morava em Santo André e era complicado vir à São Paulo, eu tinha o meu filho Rafael pequeno e estava grávida da Ana. Além disso, não tinha muitas condições para pagar aulas, então fui me virando.

Quando vi essa caixinha, que dei de presente para meu pai, uma das primeiras peças que pintei e que estava em sua casa, tive vontade de comparar com meus trabalhos recentes, afinal, a caixinha de madeira era exatamente a mesma que eu ainda tenho, em madeira natural, em meu ateliê, [ara fazer modelos de pintura bauern, e que, inclusive, já mostrei aqui para vocês. Aí eu a trouxe para meu ateliê (com a promessa de devolvê-la ao meu pai em breve) e fiz as fotos desse post.

juntos

Os materiais também eram outros, naturalmente…
Naquela época usávamos látex de parede tingido com corantes, e vocês mesmos podem ver, não é a mesma coisa. O látex de parede não é uma tinta com a consistência adequada para pintar madeira, e quando o tingimos com os corantes, na quantidade necessária para obtermos os tons, as tintas ficam mais líquidas, e sem “volume” para as pinceladas.

antigo 2

Mas o que conta mais é a prática e a técnica, sem dúvida.
Escrevo isso e faço questão de mostrar meu primeiro trabalho porque tenho certeza que muitas pessoas começam uma técnica e muitas vezes se sentem frustradas quando não conseguem um resultado que consideram ideal. Toda técnica requer prática, e prática requer tempo e dedicação. Muito tempo, muitos exercícios, muitas peças não tão boas, muitos exercícios meio frustrantes.

É a lógica do 95% de transpiração + 5% de inspiração.
Quem acha que basta talento ou jeito se engana, o que conta mesmo é a dedicação, constante e incansável.

novo

Essa caixinha acima, pintada há uns dois anos, é apenas um exemplo de como a firmeza das pinceladas vêm com o tempo, e como a prática é fundamental para isso.

novo 2

Se hoje você não se sente tão satisfeita (o) com algo que está fazendo, não desista.
Persista, pratique, faça mais exercícios, goste de alguns, nem tanto de outros, e tenha certeza que com o tempo tudo irá melhorar. E sempre pode melhorar.

Minhas pinturas mais recentes, na minha opinião, já estão melhores que as primeiras, e melhores que as últimas também. 😀

Ah, e sempre há um pai, uma mãe, um irmão, tia, avô ou avó que acha tudo que a gente faz lindo, e guarda nossos primeiros trabalhos como um tesouro… 😉


Tem coisa nova e boa acontecendo por aqui, sim…

marcela 3

Sim, tem muita coisa nova e boa acontecendo por aqui no ateliê…
Mas, como eu já havia comentado, são novidades que irei contar na hora e momento certos.

decou

Por enquanto, vamos revendo os passo a passos e postagens que já fiz.
A do dia é essa caixinha com decoupage.
Quer ver como fazer?
Clique aqui ou no link ao lado.

😀


Mais um da série “meus preferidos”…

Sim, temos nossas preferências, não vamos negar.
E eu tenho os meus posts preferidos de sempre.

Na sessão “Passo a Passo”, essa mini-cômoda de madeira craquelada é um dos posts que mais gosto.
Então aí vai, meu post do dia, da série “os meus preferidos…”

craquele

Para ver o passo a passo completo, clique no link na barra ao lado ou aqui.
😀