PINTURA GRAFITADA EM MADEIRA – 60

Bom dia a todos!

Hoje será meu primeiro dia em meu novo ateliê. Claro que ainda está longe de ser um dia de trabalho normal, vou para lá para começar a arrumação, mas não deixa de ser uma data importante: meu primeiro dia em meu novo ateliê, dia 01 de março de 2010…
Vou guardar a data para comemorar o aniversário depois (eu adoro comemorar datas!)…

Bem, chega de conversa e vamos à técnica do dia, a Pintura Grafitada em Madeira:


Peças de madeira com a Pintura Grafitada

Essa técnica é bem bacana e pode ser feita em qualquer peça de madeira natural ou MDF. Como ela tem um efeito rústico, a peça não precisa de nenhum preparo especial antes da pintura.

O mais bacana é que ela é feita com uma tinta que não usamos normalmente em pintura em madeira, a tinta acrílica para telas, dessas que vêm em bisnagas, como a tinta a óleo. Para quem não conhece, essa é uma tinta acrílica, portanto solúvel em água e de secagem rápida, mas que apresenta uma consistência mais pastosa, como a tinta a óleo utilizada em telas. Além disso ela tem um acabamento diferente, com brilho natural da própria tinta, e uma capacidade de cobertura muito boa, tanto que a técnica grafitada é feita sobre o fundo pintado de preto.

Essa técnica tem esse nome por causa do efeito da tinta relevo aplicada no final, na cor branca, com traços, detalhes e grafismos. Veja como fazer:

– Não há necessidade d epreparar apeça previamente. Aplique uma demão da tinta acrílica para telas na cor preta em toda peça, utilizando um rolinho de espuma para criar uma certa textura. Nos cantos da peça e nos lugares em que os rolinho não possa ser utilizado, aplique a tinta com um pincel de cerdas grossas. Aguarde secagem completa por cerca de 2 horas.
– Utilizando um lápis branco (de giz ou pastel, de preferência), faça desenhos simples em toda peça, como corações, flores, formas geométricas, peixes, borboletas etc.
– Utilizando pincéis chatos de cerdas, pinte os desenhos com as cores de tinta acrílica para telas que desejar, aplicando as tintas puras, sem diluir, e deixando uma margem entre uma cor e outra (sem encostar uma cor na outra).
– Pinte primeiro os motivos e depois os fundos que ficam ao redor dos motivos, sempre deixando a margem. Aguarde secagem completa novamente.
– Utilizando tinta relevo branca, faça os contornos e grafismos com pontos, espirais e traços feitos de forma bem gestual, sem marcar demais nem carregar a tinta com excessos. Para conseguir traços mais finos, utilize uma ponteira de metal encaixada no bico da bisnaga. Aguarde secagem completa por 24 horas sem tocar.


Detalhe da cômoda


Caixinhas pintadas com a mesma técnica

Dicas dessa Técnica:
– As tintas acrílicas coloridas realçam muito mais obre o fundo escuro aplicado, mas dependendo da cor é bom você acrescentar um pouquinho de tinta branca, sobretudo se for uma cor mais transparente com os amarelos e vermelhos.
– Ao aplicar a tinta com rolinho, a camada de fundo ficará mais grossa e com uma leve textura, o que irá realçar ainda mais a aplicação das cores.
– Não há necessidade de preparar a peça antes da pintura porque a tinta acrílica para telas é mais grossa e fica na superfície da peça, não sendo facilmente absorvida. De todo modo, se você achar necessário, aplique duas demãos da tinta, sempre com rolinho de espuma.
– Ao aplicar as cores com pincel, utilize a tinta puram sem diluir, e “raspe” o pincel na peça, sem esticar demais a tinta e sem fazer uma cobertura uniforme, as “falhas” de pintura são bem-vindas nessa técnica.
– Ao aplicar a tinta relevo, trabalhe com a bisnaga inclinada e faça gestos rápidos, com a mão leve, para conseguir traços mais finos e naturais.

Gostaram? Eu adoro essa técnica, o grafitado é um estilo de pintura que “inventei” para usar em meus trabalhos e com o qual consigo me expressar muito bem (pelo menso eu acho que sim….
E digo que inventei porque eu o chamo assim – na verdade a gente nunca inventa nada, apenas vê o que existe e aplica com nosso estilo particular. Eu pelo menos fiz assim…

Bem, aproveitem o dia e até amanhã!
Cristina
www.cristinabottallo.com.br


ESTAMPARIA A MÃO LIVRE EM CAMISETA – 59

Já estou completando meu segundo mês de posts todo dia… Fico bem contente porque esse projeto têm sido muito estimulante para mim, mas estou começando a ficar sem imaginação (rsrsrsrs…)
Bem, esse é um problema meu, que pretendo resolver em breve, afinal agora que vou trabalhar em meu novo ateliê, espero que não me falte inspiração para fazer coisas muito legais…

E falando em coisas legais, a técnica de hoje é muito bacana. E também fecho o mês de fevereiro com mais uma idéia de pintura em tecidos, sei que essa é uma modalidade muito apreciada por todos…


Camiseta com estampa a mão livre

Quem não gosta de uma camiseta com uma estampa legal, não é mesmo? Principalmente se ela for ao mesmo tempo básica, como uma camiseta branca, e exclusiva, com uma estamap cheia de cores, fácil de combinar com tudo.

Para fazer é muito fácil. O segredo para um bom acabamento nessa pintura é usar materiais de boa qualidade, pincéis e tintas adequados.

– Antes de mais nada lave bem a camiseta antes de pintar para retirar todo resíduo de goma. Isso é importante para que a tinta fixe completamente na peça.
– Utilize uma placa de madeira ou cartão preparada com cola permanente para colocar dentor da camiseta, esticando o tecido e mantendo-o firme durante a pintura. Isso é fundamental também.
– Faça um desenho simples, comece fazendo um quadrado e dividindo-o em 9 quadrados menores. Em cindo deles faça desenhos básicos: coração, flor, estrela, espiral. Utilize um lápis mais macio, 2B, e não force demais o traço.
– Inicie a pintira pelos motivos e pinte os fiundos depois. Para pintarm utilize a tinta pura, sem diluir, apenas umdeça levemente o pincel.
– Utilize pincéis de filamentos sintéticos, como os da referência 433 e 437 da Pinctore Tigre (veja nos posts anteriores sobre pintura em tecidos meus comentários sobre esses pincéis).
– Para cobrir bem, aplique a tinta em uma camada boa, espalhando muito bem, de maneira uniforme, e antes que a primeira aplicação seque, aplique mais uma camada fina cobrindo tudo novamente.
– Aguarde secagem completa por cerca de duas horas.
– Para fazer o contorno preto, coloque tinta para tecidos preta diluída com água (na proporção de 20% de água para 28% de tinta) em uma bisnaga com bico aplicador (utilize uma seringa sem agulha) e aplique a tinta preta diretamente com o bico do frasco, obtendo um traço mais grosso e uniforme.
– Deixe secar bem por 24 horas (o contorno demora mais a secar) e você já pode usar sua nova camiseta!


Veja o detalhe da pintura

Nem parece que foi pintado a mão, não é? Mas basta seguir as orientações acima e o resultado da pintura será esse, simple, fácil e muito bonito.

Se você gostou dessa idéia para pintar camisetas irá gostar ainda mais do meu DVD com 5 técnicas diferentes… Veja em meu site, que é o www.cristinabottallo.com.br na página LOJA.

Beijos e até amanhã!


A HISTÓRIA DE NAPOLEÃO II

Como eu havia prometido a vocês, aí vai a história do Napoleão II, meu coelho de estimação:

Tudo começou ano passado, mais ou menos em abril de 2009. Minha filha, Ana, que mora em uma república de estudantes em Botucatu, no interior de São Paulo (ela está agora no terceiro ano da Faculdade de Biologia), me ligou para contar que ela e suas amigas tinham arrumado um animalzinho de estimação, um coelho. Na época elas moravam em um apartamento, por isso precisava ser um animalzinho pequeno, e lá no interior é muito fácil encontrar coelhos filhotes.

Quando elas entraram em férias, em julho, a Ana foi a última deixar a república. Fomos buscá-la e ela nos pediu para trazer seu coelho, Napos (ou Napoleão), para cá porque naturalmente ele não poderia ficar lá em Botucatu sozinho. Uma amiga dela iria pegá-lo para levar para um sítio no final de semana. Chegamos com ele numa quinta a noite e na segunda-feira ele ainda estava numa caixa plástica, na lavanderia, esperando a amiga que nunca veio…

Me deu muita pena deixá-lo preso, mas nós temos dois cachorros que ficam no quintal (o Skip, um beagle, e a Lica, uma labrador fêmea), por isso eu não queria ficar com ele. Mas eu estava com muita pena de deixá-lo na caixa, e como nossa casa tem um jardinzinho pequeno e fechado na parte da frente, isolado do quintal, resolvi soltá-lo lá, para que ele pudesse tomar um pouco de sol e correr, ter mais espaço. Quando ele se viu naquela grama arrumadinha, com plantas, sombra, pedras, ele ficou tão feliz, precisavam ver, parecia um coelho de desenho animado, corria de um lado para o outro, pulava nas plantas – era como se ele sempre tivesse morado lá… Acabei me afeiçoando ao bichinho e pedi para minha filha deixá-lo conosco.


Napos

Ele se chamava Napos porque quando as meninas o compraram (por R$ 5,00!) ele veio em um caixa de guardanapos, e como ela estava cortada, só se lia “napos”… Aí as meninas passaram a chamá-lo de Napos, e Napoleão era seu apelido. Ele era menorzinho, todo cinza. Como foi criado com as meninas, ele gostava de ficar no colo, era uma gracinha!

Ele ficou conosco por 45 dias. No dia que fomos levar a Ana de volta para Botucatu (ano passado as férias foram prorrogadas por causa da gripe A, vocês se lembram?), num sábado, ele começou a passar mal, ficava só parado, com uma orelhinha caída…Dava pra ver que ele não estava bem. No domingo eu corri atrás de um veterinário especializado, e na segunda-feira eu o levei para o hospital.

Ele fez exames, tomou remédios, mas não sobreviveu… A veterinária não soube dizer o que ele teve, e eu fiquei muito, muito chateada, porque ele estava em meu colo quando morreu, me deu muita pena e eu gostava realmente dele. Fiquei bem triste…


Napos

Claro que depois disso todos me diziam para arrumar outro coelho, porque assim eu não sentiria tanta falta do Napos, mas assim como eu não havia escolhido ter o Napos, não queria decidir ter outro coelho. Fiquei realmente chateada, e não queria que acontecesse de novo – ficava imaginando que se eu tivesse outro coelho ele poderia ficar doente também… Até fui olhar uns filhotinhos lindos numa loja, mas não quis pegar outro.

Passaram-se uns três meses, e em outubro meu filho Rafael chegou em casa num domingo trazendo outro coelho para mim, todo branquinho e cinza, um pouco maior que o Napos. Resolvi chamá-lo de Napoleão II.

Ele tinha uns 45 dias quando chegou, era uma graça, mas estava muito, muito assustado. Na chácara aonde ele nasceu ele ficava em uma gaiola com outros filhotes da mesma ninhada, e quando o soltamos no jardim, sozinho, ele ficou assustado, em uma moita, parado, por uns dois dias. Quando eu me aproximava ele corria assustado. Achei que não ia dar certo, que ele não ia se adaptar de jeito nenhum, e foi até meio frustrante…


Napoleão em seu jardinzinho

Mas em pouco tempo ele se adaptou totalmente, tomou conta do jardim, até descobriu uma toca perfeita, embaixo do piso da entrada. Um dia eu saí lá fora e levei um baita susto, um montão de terra no jardim… Depois percebi que ele havia cavado a toca. Como ele havia crescido, o buraco que já existia não servia para ele, precisava ser maior!


Toca do Napoleão

Ele passa o dia todo por lá, só sai por volta das 17h, e aí fica a noite toda acordado, até umas 7h.. É muito legal! E ele adora correr e pular quando quer brincar. Eu fico batendo palmas e ele pula conforme o barulho, ele atende quando eu o chamo, e ele simplesmente ADORA um cafuné atrás da orelha, fica todo derretido… Como está muito quente esses dias, ele deita no chão de pedra com a barriga, com as patas pra trás, é muito engraçado!


Napoleão pulando

Essa é a hsitória do Napoleão, eu nunca poderia imaginar que um coelho fosse um bichinho de estimação tão bacana de se ter. É uma diversão para mim brincar e cuidar dele.

É isso, pessoal… Depois vou colocar aqui as fotos da Lica e do Skip. Beijão!


Napoleão fazendo pose…


TEXTURA ENVELHECIDA COM BETUME – 58

Oi, pessoal!

Posso dizer apenas que sobrevivi à mudança… Mas que caos! Eu fico impressionada em ver quanta coisa eu já juntei nesses anos de ateliê. Ok, já são mais de 20 anos, mas que loucura! Também é verdade que gosto muito de todas as coisas que tenho…
Agora até eu arrumar tudo, vão umas semanas, sendo muito otimista.

Bom, vamos à técnica do dia…


Textura envelhecida com betume

As peças que utilizei nessa técnica são vasos de cerâmica, mas você poderá fazê-la em outros materiais como tela ou madeira também.

O primeiro passo é fazer a textura na peça. Para fazê-la, utilizei a Pasta para Modelagem. Esse material é bastante resistente e flexível, por isso pode ser usado em telas também. e como ele adere muito bem em qualquer superfície, nem é preciso preparar a peça, basta aplicar a textura diretamente na cerâmica. Para criar esse efeito rústico eu apliquei a pasta com uma esponja bem grossa, em camadas generosas. Depois é só deixar secar bem, por uns dois dias.

Para pintar eu utilizei o Médium Envelhecedor na cor betume, que é um substituto do betume convencional, que é a base de aguarrás e tem a secagem mais lenta. O Médium Envelhecedor é um excelente substituto do betume, porque o acabamento é o mesmo, só que com a vantagem de ser solúvel em água, sem cheiro e com secagem bem mais rápida.

Para pintar, aplique o médium com um pincel de pêlos macios e retire o excesso com um paninho, deixando mais escuro em baixo (limpando menos em baixo) e mais claro em cima (limpando mais). Uma boa dica é utilizar o Gel Médium para Matizar misturado ao envelhecedor, ele serve para diluir o envelhecedor e facilitar a limpeza. No final, se você quiser limoar mais as peças, basta passar um paninho com um pouco de gel. Mas observe que a quantidade de gel a ser misturada é bem pequena, no máximo 10% de Gel Médium para Matizar para 90% de Médium Envelhecedor.


Vaso com detalhes

A peça acima, que também é de cerâmica, tem um desenho diferente com textura e aplicação de um “cordão” na própria peça (que faz os desenhos das flores )e nesse caso não foi necessário aplicar a pasta para fazer a textura, mas aí sim é necesário usarmos um fundo para impermeabilizar a peça (a pasta funciona com um fundo no primeiro vaso). Aplique uma demão de base acrílica para artesanato em toda peça e deixe secar bem.

Em seguida, com um pincel de pêlos macios, aplique o médium envelhecedor no vaso, limpando mais em algumas partes e menso nas outras. Em geral limpamos menos nas partes que têm textura e próximo do cordão desenhado na cerâmica.

Depois de pronto é só deixar secar bem por 24 horas e aplicar cera me pasta incolor em toda peça, para proteger e dar acabamento (os dois vasos receberam a aplicação de cera).

Essa técnica, com esses mesmos produtos, pode ser feita em telas, para quem gosta de texturas e acabamentos neutros, fica bem legal.

E quanto aos produtos, todos que eu utilizei são da marca Corfix. Gosto de indicar porque esses produtos não são encontrados em todas as linhas de tintas nacionais que temos no mercado.

Bem, bom sábado para vocês e até amanhã…

Cristina Bottallo
www.cristinabottallo.com.br


PINTURA BAUERNMALEREI EM MADEIRA – 57

Bom dia a todos…

Bem, escolhi para hoje uma técnica que eu adoro e sei que muita gente gosta também, o Bauernmalerei. Para que não conhece, vou contar um pouquinho da história dessa pintura…


Caixinha oval com pintura bauernmalerei

O nome bauernmalerei quer dizer bauern – camponesa e malerei – pintura (em alemão), por isso podemos dizer que essa é a técnica de pintura camponesa alemã. Muito difundida em seu país, essa técnica foi desenvolvida por artesãos do povo, numa época de pós-guerra, quando as pessoas simples porocuravam imitar os nobres, que reformavam e pintavam seus palacetes, contratando artistas reconhecidos para decorá-los. Como as pessoas comuns não tinham como contratar artistas, elas mesmas pintavam e decoravam suas casas (sobretudo os detalhes de madeira de suas casas) pintando com motivos florais, pássaros, frutas e figuras humanas seus móveis, armários, portas e janelas.

A proposta do Bauernemalerei é que essa pintura seja como uma escrita: existem os motivos, eles têm um significado, há uma maneira específica de combiná-los em arranjos compostos seguindo algumas normas, ou seja, há um procedimento bem definido de como se deve realizar essa pintura, de maneira que qualquer pessoa possa fazê-la.

Claro que com sua popularização em outros países e por pessoas de outras culturas, o bauernmalerei que se vê muitas vezes não é o autêntico, eu mesma não sigo todas as normas de realização dessa técnocas, mas sua essência permanece em boa parte das técnicas de pintura decorativa que fazemos.


Prato de madeira com figuras típicas dançando

De todo modo, existem algumas regrinhas básicas dessa pintura que vale a pena conferirmos:
– Em geral as peças decoradas são de madeira, mas essa pintura também pode ser feita em peças de latão, ferro e cerâmica.
– Utiliza-se tintas acrílicas decorativas de acabamento fosco, e as peças geralmente são apenas enceradas, não se aplica verniz.
– Utilizamos pincéis redondos para pintar os motivos, de dois ou três tamanhos diferentes (para pintar diferentes motivos) e pincéis linner ou de filetes para os detalhes. Os pincéis chatos são usados apenas para a pintura de fundo das peças.
– Os motivos são quase sempre florais, e mesmo que existam outros elementos, em geral as flores estão presentes.
– As cores utilizadas são mais vivas e puras, sem muitas misturas, lembrando que originalmente essa técnica era feita pelo povo com os materiais mais econômicos e accessíveis.
– A pincelada principal do bauernmalerei é a “vírgula”, pincelada que se faz em geral com o pincel com carga dupla (carregado com duas cores), fazendo um movimento único, de cima para baixo e no formato de uma vírgula (semi-circular). Ao praticar essa pincelada, a técnica torna-se cada vez mais fácil de se fazer.


Plaquinha de madeira

O bauer é também uma técnica muito gostosa de se fazer. E como falei acima, a prática é fundamental. Quanto mais a gente faz, melhor (e mais fácil) fica a pintura. E a partir da técnica você poderá combinar motivos e cores de maneiras bem diferentes, criando peças sempre muito bonitas e diferentes.

[img:bauer_2.jpg,resized,vazio]
Caixinha trabalhada com pintura

Uma maneira fácil de praticar é utilizando os Guias de Pinceladas que criei, que são lâminas de papel plastificado com o passo-a-passo da pintura em tamanho natural para você praticar pincelando por cima e apagando em seguida com um paninho úmido.


Primeiro passo, pintando sobre o Guia


Segundo passo, limpado a tinta recém aplicada com um pano

Os Guias vêm em três modelos diferentes, com os principais motivos pintados em suas cores originais e com os riscos no verso.

[img:bauer5.jpg,resized,vazio]
Um dos Guias de Pinceladas

E, por fim, para mostrar que a prática funciona, quero reproduzir aqui uma mensagem que recebi da Bianca B. Perina, que frequenta o blog e fez suas peças com as orientações do meu DVD:

“Oi Cristina!
Conforme falei no post em seu blog, estou mandando as fotos das peças que fiz com bauer, depois de treinar muuuiiito as pinceladas! Ainda tenho que melhorar bastaaaante! Me sinto praticamanente uma aluna sua de um curso a distância! hehehe
São três peças, a primeira que fiz foi a caixinha rosa a pedido de uma tia minha, foi uma reforma na verdade de uma caixinha que ela já tinha, era verde e ela não gostava. Fiz uma pátina nela usando a cera em pasta branca depois pintei. A segunda peça foi o cabideiro e a terceira foi o bauzinho. Nestas duas peças fiz a pátina lixada usando a cor pérola de fundo e o médium envehecedor cinza medieval, adorei as cores…
Tive que dividir em três e-mails por que a resolução das fotos estava muito alta… bom aí vão!
Abraço,
Bianca”


Caixinha rosa da Bianca


Bauzinho da Bianca


Cabideiro da Bianca

As peças não estão lindas? Eu falei para a Bianca que ela está de parabéns, se as primeiras peças dela estão com essa qualidade, imaginem com a prática…
Adorei, Bianca, e muito obrigada por compartilhar sua experiência conosco! Um beijo enorme para você…

Se você gostou e quer saber mais sobre essa técnica ou sobre os Guias de Pinceladas e o DVd de Bauernmalerei que ofereço, entre em meu site www.cristinabottallo.com.br na página LOJA.

Boa sexta-feira para vocês e até amanhã…

Cristina


CRAQUELADO EM VIDRO – 56

Bom dia!

Essa semana eu estou numa baita correria, estou mudando meu ateliê para outro local, e só agora me dei conta da loucura! Hoje empacotamos tudo, e amanhã a mudança vai para meu novo espaço. Faz pouco mais de um ano que mudei de casa e ateliê, e posso dizer que ainda não terminei de organizar as coisas por aqui. E já vou mudar de novo! Hoje deu um certo desespero – além da canseira para arrumar tudo, ainda tenho que organizar meu trabalho, porque naturalmente com tudo empacotado vai ficar bem complicado encontar as coisas e trabalhar. Ufa!
Talvez meus posts fiquem mais simples esses dias, e talvez eu nem consiga responder tão prontamente, mas o bom é que depois tudo ficará melhor…Não vejo a hora de voltar a produzir muito, muito… Bem, vamos à técnica do dia:


Vasos de vidro craquelados

Na verdade, aqui eu fiz duas técnicas, a decoupagem e o craquelado. São peças decorativas, não recomendadas para peças utilitárias, que serão lavadas com muita frequência. O verniz craquelado é muito resistente, mas mesmo assim eu indico as peças apenas para decoração.

– O primeiro passo é limpar bem as peças, lavando e passando álcool para retirar resíduos de gordura das mãos.
– Os papéis para decoupagem podem ser de qualquer tipo. Nas peças acima eu utilizei papéis da Corfix, que são de couché mais encorpado.
– Para colar as figuras utilize Cola Gel para Decoupagé, da Corfix. Passe a cola no verso das foguras já recortadas e cole-as na peça. Aguarde secagem por algumas horas.
– Para fazer o craquelado utilize o Kit Craquelado, também da marca Corfix. Esse kit é composto por dois produtos, um verniz base e um verniz craquelador. Utilize dois pincéis de pêlos macios, um para cada produto.
– Aplique o verniz base sobre toda peça de vidro, inclusive sobre as figuras já coladas, utilizando um dos pincéis. Passe 3 demãos, intercalando secagem por 20 ou 30 minutos entre cada demão.
– Depois de 20 minutos da aplicação da última demão de verniz base, aplique uma única demão do verniz craquelador com o outro pincel. Não exegere nas quantidades de verniz por que os vasos sçao lisos e ficam na posição vertical, caso contrário o verniz irá escorrer.
– Aguarde secagem completa, agora por 24 horas pelo menos. Você irá observar que no dia seguinte o verniz estará totalmente craquelado, mas como tanto o verniz como as peças são incolores, não se notará o efeito.
– Para realçar o craquelado, aplique cera mettálica em pasta Goldfix, da marca Corfix também, na co rouro pálido em toda peça, com um paninho que não solte pêlos, fazendo movimentos circulares.
– Retire o excesso de pasta com um paninho limpo, cuidadosamente e a peça está pronta!


Prato craquelado

Essa técnica fica bem legal em vidros, e se você quiser usar os pratos, recomendo que você alique o verniz na parte de trás das peças, deixando a parte de cima livre de qualquer produto. Nesse caso, não se esqueça de colar as figuras voltadas para a parte da frente do prato.

Gostaram? O passo-a-passo dessa técnica está em meu site, que é o www.cristinabottallo.com.br
Atá amanhã… (se eu sobreviver…)


Técnicas de pintura e trabalhos manuais